Quatro dias depois de os terroristas terem atacado o Posto Administrativo de Marangira, no distrito de Marrupa, província do Niassa, o Presidente da República, Daniel Chapo, disse estar feliz pelo facto de os insurgentes não estarem a ocupar uma vila na província de Cabo Delgado, tal como aconteceu entre 2020 e 2021, em que o grupo chegou a capturar algumas vilas distritais, com destaque para Mocímboa da Praia e Quissanga.
A declaração foi feita ontem, em Maputo, durante as celebrações do Dia 07 de Setembro, Dia da Vitória, data que marca a passagem de 52 anos da assinatura dos Acordos de Lusaka entre a Frelimo e o Governo colonial português, que permitiram a independência nacional. No seu discurso, o Chefe de Estado não abordou o recente ataque terrorista protagonizado pelos insurgentes na província do Niassa, o primeiro desde Junho de 2025.
“Ainda no contexto de defesa das conquistas da Geração 25 de Setembro, temos estado a combater, com vigor, o terrorismo que ainda perturba alguns pontos de Cabo Delgado. Alegramo-nos pelo facto de hoje não existir nenhuma vila que esteja ocupada pelos terroristas”, afirmou Chapo.
Segundo o Chefe de Estado, as Forças de Defesa e Segurança conseguiram retirar os grupos terroristas das vilas e sedes distritais que anteriormente estavam sob seu controlo. Atribuiu o mérito à actuação conjunta das tropas moçambicanas, estrangeiras e da controversa Força Local. “Conseguimos expulsar os terroristas de todas as vilas e sedes dos distritos que outrora haviam ocupado, graças aos jovens das nossas Forças de Defesa e Segurança, juntamente com a Força Local e as forças dos países amigos”, declarou.
No entanto, apesar de não ocupar nenhuma vila, os terroristas continuam a semear terror e luto nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula. Na passada quinta-feira, o grupo atacou o Posto Administrativo de Marangira, no distrito de Marrupa, província do Niassa, numa incursão que resultou em uma morte e um ferido e na destruição de infra-estruturas sociais e económicas, para além do deslocamento forçado de mais de 2.700 pessoas.
Daniel Francisco Chapo não comentou o ataque, mas disse que o Governo continuará a manter pressão sobre os grupos terroristas e a mobilizar os meios necessários para impedir a ocupação de novas áreas do território nacional. “Reafirmamos que continuaremos a empenhar todo o nosso esforço para que nenhum metro quadrado deste país seja controlado por terroristas ou quaisquer outros interesses estranhos aos interesses do Povo Moçambicano”, afirmou.

