O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) assinou, esta Terça-feira, 28 de Abril, em Maputo, um Memorando de Entendimento com o Parque Nacional de Maputo (PNAM), formalizando a sua adesão ao Clube de Amigos, MUNGANO, reforçando o seu compromisso com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
A cerimónia contou com a presença de representantes da Cooperação do Reino da Bélgica, do Programa das Nações Unidas, da Cooperação Alemã, do programa EDUCA+, entre outras individualidades ligadas à conservação, educação e sustentabilidade.
No âmbito desta parceria, o BCI passa a apoiar o programa EDUCA+, iniciativa orientada para a capacitação ambiental de crianças e jovens das comunidades locais, promovendo conhecimento, inclusão e consciência ecológica junto das novas gerações.
Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Francisco Costa, sublinhou que esta parceria decorre de uma afinidade natural entre os valores do Banco e a missão do Parque Nacional de Maputo.
“Esta parceria é natural para nós. Está no nosso ADN uma longa história de colaboração com entidades dedicadas à preservação da natureza e do meio-ambiente”, afirmou, destacando o percurso de transformação do Parque, que converteu uma área outrora degradada num ecossistema de referência, rico em biodiversidade e com características únicas.
Francisco Costa valorizou igualmente a capacidade do Parque de conciliar a conservação da natureza com a convivência harmoniosa com as comunidades locais e com o aproveitamento sustentável do território para fins turísticos e educativos.
“Num mundo cada vez mais dominado pelo betão e pelo cimento, sentimos todos a necessidade de preservar aquilo que ainda existe de natural”, frisou, reiterando a satisfação do Banco em integrar “este conjunto de amigos do Parque”.
Por sua vez, o Administrador do Parque Nacional de Maputo, Miguel Gonçalves, agradeceu o ingresso do BCI no Clube MUNGANO e destacou o impacto concreto que esta parceria poderá gerar no fortalecimento das iniciativas de educação comunitária promovidas pelo Parque.
Recordou que, nos últimos cinco anos, o PNAM atribuiu 30 bolsas de estudo a raparigas das comunidades locais. “Com a entrada do BCI, estamos a falar da possibilidade de duplicar estes números, o que terá um impacto enorme no distrito onde estamos inseridos”, afirmou.
Miguel Gonçalves destacou ainda o reconhecimento do Parque como Património Mundial da Humanidade da UNESCO, o primeiro sítio em Moçambique classificado nesta categoria, reforçando o simbolismo e alcance desta colaboração.
Com esta adesão ao Clube de Amigos MUNGANO, o BCI reforça a sua actuação como parceiro activo de iniciativas que promovem a protecção dos ecossistemas, o fortalecimento das comunidades e a criação de valor sustentável para as gerações presentes e futuras.





