O embaixador da União Europeia (UE), António Sánchez-Benedito Gaspar, assegurou, esta quinta-feira, em Maputo, o continuo apoio na maximização do potencial do país na produção das energias limpas.
A garantia foi deixada durante a 4ª Edição da Mesa Redonda Económica União Europeia (UE) – Moçambique, encontro que juntou à mesma mesa Parceiros de Cooperação, Governo e a Classe Empresarial para debater as “Oportunidades para o sector privado numa sociedade em transição ecológica e digital”.
O diplomata avançou que o bloco europeu prevê, no quadro da implementação do programa de cooperação EU- Moçambique (2021-2024), desembolsar cerca de 200 milhões de euros para financiar projectos ligados ao crescimento verde e digital em Moçambique.
Em concreto, o fundo visa financiar acções ligadas à protecção do capital natural e dos ecossistemas; transformação ecológica dos sectores de agricultura, silvicultura e pesca; construção de infraestrutura resiliente, com foco especial nas energias renováveis, água e saneamento e transporte; bem como a transformação digital para um crescimento inclusivo.
Entretanto, o embaixador alertou que a transição ecológica e digital vai precisar de um maior investimento do sector público e privado, ressalvando que o sector privado europeu é actualmente o maior investidor em Moçambique, sobretudo no sector de gás.
Falando por ocasião do evento, o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, revelou que as exportações dos produtos moçambicanos para o mercado europeu registaram um crescimento na ordem dos três por cento, o que totaliza 16 mil milhões de dólares americanos, nos últimos dois anos.
Ainda no período em referência, anotou o governante, foram aprovados 219 projectos de investimento, que totalizaram 320. 941.343, 00 de USD, envolvendo empresários de 18 países do velho continente. A lichia, o peixe e a macadâmia são alguns produtos que o país exporta para o mercado europeu.
A União Europeia é actualmente um dos principais parceiros de cooperação de Moçambique, estando, neste momento, a apoiar vários projectos de desenvolvimento, com ênfase para a assistência humanitária, investimentos, infra-estruturas e a consolidação de Paz. Recentemente, a UE reafirmou o compromisso de continuar a apoiar o país na mitigação dos desastres naturais, que ciclicamente afectam o país. (Carta)





