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8 de May, 2026

Projecto Rovuma LNG espera entregar 150 bilhões de USD em receitas para o Estado

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O projecto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil em Moçambique, na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, está cada vez mais próximo da Decisão Final de Investimento (FID), prevista para o segundo semestre deste ano, com a perspectiva de gerar até 150 mil milhões de USD em receitas para o Estado moçambicano ao longo de 30 anos.

O anúncio foi feito pelo Director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, durante a 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique, evento que decore em Maputo desde quarta-feira.

A petrolífera americana confirmou a submissão do novo plano de desenvolvimento do projecto ao Governo moçambicano em Abril deste ano. “Gostaria de dizer que vai aumentar as receitas do Governo em 60 por cento durante a vida desse projecto”, afirmou Gibbs,

Garantiu que o novo conceito do Rovuma LNG permitirá maior produção de gás natural liquefeito (GNL) com ganhos significativos de escala. Segundo o responsável, o projecto poderá canalizar até 150 biliões de dólares para o Estado moçambicano ao longo da vida útil da iniciativa.

A ExxonMobil considera o Rovuma LNG, o maior projecto da história do continente africano e sustenta que a revisão do conceito técnico representa uma mudança decisiva, volvidos dois anos de engenharia que culminou com o modelo modular adoptado que vai permitir produzir mais GNL com custos optimizados.

“O segredo do sucesso desse conceito é muito simples, economias de escala. Se você pode fazer mais volume de GNL, para o mesmo preço, você sempre ganha”, declarou Gibbs.

Confirmou que a empresa mantém o calendário para alcançar a decisão final de investimento ainda este ano. “Mantemos o compromisso de tomar a decisão final de investimento durante o segundo semestre deste ano”, afirmou.

Além das receitas fiscais de longo prazo, a ExxonMobil procurou desconstruir a percepção de que os benefícios económicos do projecto apenas surgirão depois do início da produção de gás.

Segundo Gibbs, haverá entradas financeiras para o Estado já durante a fase de construção, através de impostos, taxas e participação da banca comercial moçambicana. “Existem vários pontos de receita que começarão ainda durante a fase de construção”, explicou.

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