O Governo de Moçambique liquidou ao do longo do mês de Março 700 de USD de crédito concecional do FMI.
Até Janeiro último, o saldo da dívida do FMI, conforme uma planilha da organização que pode ser consultada na internet, era de 698 milhões de USD.
A 27 de Março, o saldo de Moçambique na planilha baixou num ápice para zero.
Este crédito obedecia ao seguinte calendário de pagamentos em Milhões de USD, conforme escreveu o enomista Roberto Tibana, com base na mesma planilha do FMI:
2026: 93.7 (dos quais 8.81 em juros);
2027: 105.9 (11.8 em juros);
2028: 127.5 (11.8 em juros);
2029: 134.4 (11.8 em juros)
e 2030: 110.5 (11.8 em juros).
“Assumindo que não contraísse mais divida junto do FMI, Moçambique tinha a possibilidade de pagar àquela organização 572.0 milhões de dólares americanos até 2030 e ainda transitar para 2031 com um saldo de 125.9 milhões de dólares”, escreveu Tibana.
A questão que está ser colocada em muitos círculos da economia é: qual foi racional para o Governo adiantar a liquidação da dívida com o FMI e onde é que foi buscar o dinheiro?.
Por outro lado, como explicar isto numa altura em que é necessário criar reservas para fazer face às crises derivadas da situação do médio oriente?.
Salários em atraso, dívida interna excessiva, reembolso às empresas, calamidades naturais, fome, etc…o país vive numa encruzilhada e o Governo ainda pagamentos ao FMI? Como?





