A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) diz que são necessários 42 milhões de dólares para a implementação de uma solução que possa eliminar os congestionamentos que se verificam na Estrada Circular de Maputo.
Nos últimos meses, a rodovia tem sido caracterizada por engarrafamentos desgastantes para os automobilistas e passageiros, principalmente, nas primeiras horas e no final do dia.
Entre os pontos mais críticos, estão as rotundas do Albazine, da CMC e do Intaka, mais conhecida por primeira rotunda.
“Reconhecemos, de facto, que há o desafio dos congestionamentos que se têm verificado nas rotundas da Estrada Circular de Maputo, principalmente, as localizadas na EN204, nomeadamente, a rotunda do Albazine, da CMC e a do Intaka, mais conhecida por primeira rotunda”, disse, há dias, o porta-voz da REVIMO, Sérgio Nhancale, em entrevista exclusiva à Carta.
Nhancale explicou que os congestionamentos, são causados pelo comportamento humano, como, por exemplo, o estacionamento de veículos de transporte semi-colectivo de passageiros na berma da estrada, a presença de vendedores informais e agentes de carteira móvel.
Entretanto, o porta-voz da REVIMO disse que a empresa fez um estudo para solucionar o problema, que foi submetido à Administração Nacional de Estradas (ANE), que é a autoridade competente do sector.
“Temos duas propostas, uma delas seria a construção de um cruzamento nivelado, o que exigirá a abertura de vias de viragem tanto à esquerda quanto à direita. O cruzamento teria semáforos no meio, a funcionar em três fases, para permitir que as viaturas circulem com maior flexibilidade nas rotundas. A segunda proposta consiste em construir um cruzamento desnivelado. Significa que as viaturas que forem a circular ao longo da EN204 terão fluxo contínuo passando por cima da rotunda e as que vêm das outras estradas passariam por baixo”, detalhou Nhancale.
Em termos de financiamento, o nosso entrevistado disse que o estudo concluiu que por cada solução e para cada uma das três rotundas, seriam necessários 14 milhões de USD, totalizando 42 milhões de USD.
Entretanto, a curto e médio prazo, a REVIMO diz que não estaria em condições de financiar as obras, com base em fundos próprios.
Durante a entrevista, perguntamos se o Governo já ressarciu a REVIMO pelos investimentos feitos nas três estradas de que se desfez em Setembro de 2025, por falta de tráfego e prejuízos na colecta de receitas.
Trata-se das estradas Praia de Bilene – Macia (R453); Macia – Chókwè (N101) e Chókwè – Macarretane (R448), todas localizadas na província de Gaza, sul do país.
Sobre o assunto, a fonte disse que já está a trabalhar a comissão criada pelo Ministério dos Transportes e Logística, para estabelecer mecanismos de gestão dos activos, incluindo a continuidade da manutenção das vias, tendo em conta os investimentos aplicados.
“O Governo criou uma comissão que é para trabalhar na implementação do decreto que desanexa as infra-estruturas concessionadas à REVIMO. A comissão continua a fazer o seu trabalho. O resultado desse trabalho é que vai ditar o que será feito”, afirmou o porta-voz da REVIMO.
A REVIMO é uma sociedade anónima, moçambicana, de direito privado, que tem por objecto principal a construção, conservação e exploração, sob sistema de portagens, de estradas e pontes e suas infra-estruturas conexas, construídas ou por construir.
Além da estrada Circular de Maputo, incluindo a extensão da estrada Marracuene-Macaneta; a Ponte Maputo-KaTembe e respectivas estradas de ligação, a empresa gere também a EN6, todas concessionadas no âmbito do Decreto nº 93/2019, de 17 de Dezembro. (Evaristo Chilingue)





