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4 de November, 2026

Tarifa do “Chapa” não vai subir no sábado porque ainda não houve autorização – diz o Governo

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Quatro dias depois do anúncio do aumento de cinco Meticais na tarifa do “Chapa”, na Região Metropolitana de Maputo, pela Federação Moçambicana de Transportes Rodoviário (FEMATRO), o Governo pronunciou-se, finalmente, sobre a matéria. O Executivo nega ter autorizado a subida da tarifa e, por isso, a nova tarifa não será aplicada no próximo dia 07 de Novembro, data definida como de “estreia”.

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, disse, esta terça-feira, que o Executivo ainda não foi informado sobre o fim de negociações para o reajuste da tarifa do transporte semi-colectivo de passageiros em Maputo. “O Governo ainda não foi informado formalmente sobre o fim das negociações. Uma vez terminadas, elas certamente serão informadas. O sector específico vai informar e aí o Governo poderá dar conta”, disse Impissa.

Respondendo a perguntas de jornalistas, durante o briefing da 32ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo lembrou, no entanto, que, como tem vindo a anunciar nas últimas semanas, a tarifa do “Chapa” poderá aumentar no futuro, mas sem precisar datas, alegadamente porque já não está em condições de continuar a subsidiar os transportadores.

“Desde a sessão passada e a antepassada, temos estado a anunciar que, eventualmente, poderá se abrir a possibilidade de haver estas actualizações pelos transportadores”, disse Impissa, tendo também reiterado que o transporte público não vai reajustar a tarifa “para garantir que uma parte da população continue a ter transportes a um preço acessível”.

A prior, refira-se, a atitude da FEMATRO causou interrogações porque o anúncio do reajuste da tarifa é feito com a presença de representante do Governo e, nesse caso, seria a Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT), com quem os transportadores têm vindo a negociar. Porém, na última sexta-feira, a AMT não presenciou a conferência de imprensa de anúncio do reajuste do preço do “Chapa”.

O anúncio da FEMATRO causa ainda interrogação porque nenhum dos cinco municípios da Região Metropolitana de Maputo (Maputo, Matola, Boane, Matola-rio e Marracuene) autorizou, em sessão da Assembleia Municipal, o reajuste da tarifa como tem sido apanágio, depois de o Governo – sem condições de continuar a subsidiar a classe – ter remetido o assunto aos governos locais, concretamente os municípios.

Para a concretização do último reajuste, ocorrido em Fevereiro de 2023, lembre-se, foi o Município de Maputo que autorizou o incremento da tarifa do transporte em três Meticais, para toda a Região Metropolitana de Maputo, que compreende as cidades de Maputo, Matola, vilas de Boane e Marracuene.

Em caso de reajuste, o custo de vida vai aumentar

Em caso de reajuste, a vida vai encarecer ainda mais, pois, o custo do transporte semi-colectivo de passageiros é um dos elementos do Índice de Preços no Consumidor (IPC), analisado mensalmente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Caso o reajuste da tarifa se materialize, em Novembro a inflação (subida geral de preços) poderá aumentar de forma considerável, influenciada pelo sector dos transportes de passageiros.

Por consequência da inflação, o custo de vida, já elevado, também irá aumentar, pois, com o aumento de cinco Meticais, quem gasta actualmente, por exemplo, 1.584 Meticais para tomar quatro chapas (ida e volta) para o serviço durante 22 dias úteis, passará a gastar 2.024 Meticais, um incremento de 440 Meticais.

Refira-se que, em Setembro último, o país registou um aumento mensal de preços na ordem de 0,16%, mas em relação a igual mês de 2025, a inflação anual aumentou 6,31%. Esta subida foi influenciada pela subida de preços de carros de segunda mão, cerveja e cimento. (Evaristo Chilingue)

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