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2 de September, 2026

Chapo exige respostas do Banco de Moçambique para dificuldades de acesso a divisas

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O Presidente da República, Daniel Chapo, apontou esta quarta-feira as dificuldades de acesso a divisas como um dos principais desafios da nova liderança do Banco de Moçambique e pediu ao novo governador, Felisberto Navalha, que dê atenção às preocupações apresentadas pelos agentes económicos.

Navalha tomou posse esta quarta-feira, em Maputo, em substituição de Rogério Zandamela, que dirigiu o banco central durante dez anos.

No discurso da cerimónia, Chapo disse que o Governo tem recebido preocupações de empresas relativamente ao acesso à moeda estrangeira necessária para importar matérias-primas, equipamentos e financiar outras operações indispensáveis à actividade económica.

“Essas preocupações devem merecer a vossa atenção”, afirmou o Presidente, defendendo que os constrangimentos sejam identificados “com rigor, responsabilidade e transparência” e que sejam procuradas soluções sustentáveis.

Chapo ressalvou, porém, que a escassez de divisas não pode ser resolvida apenas através da política cambial e não constitui responsabilidade exclusiva do Banco de Moçambique. Para o Chefe do Estado, a resposta estrutural passa pelo aumento da produção e das exportações, pela diversificação dos produtos vendidos ao exterior, pela transformação local dos recursos e pela atracção de investimento produtivo.

O Presidente defendeu, neste contexto, uma articulação permanente entre os responsáveis pelas políticas monetária, financeira e fiscal.

Navalha regressa ao Banco de Moçambique depois de uma carreira de 28 anos na instituição, onde desempenhou, entre outras, as funções de director de Estudos Económicos e Estatísticas, administrador e membro do Conselho de Administração. Foi também consultor da Autoridade Tributária e docente da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane.(Carta)

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