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Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

8 de May, 2026

Ministro da Saúde exige responsabilização e combate à corrupção na logística farmacêutica

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O Ministro da Saúde, Ussene Isse, defende maior transparência, firmeza e responsabilização de todos os envolvidos em actos de corrupção na cadeia de logística farmacêutica e de artigos médicos no país.

Falando esta quinta-feira, em Maputo, durante a abertura da Segunda Sessão do Conselho Nacional de Logística Farmacêutica e Artigos Médicos, Ussene Isse alertou para os principais desafios que continuam a afectar o sector, destacando desperdícios crónicos, fragilidades na gestão e casos de desvio e uso indevido de medicamentos e recursos públicos.

Segundo o Ministro da Saúde, persistem situações de produtos expirados, recursos mal planificados e doações que não são devidamente integradas no sistema nacional de abastecimento. Acrescentou ainda que muitas decisões continuam a ser tomadas sem base em dados fiáveis, resultando em falhas de quantificação e rupturas evitáveis no fornecimento de medicamentos.

“Não haverá inovação verdadeira enquanto continuarmos a aceitar desperdícios evitáveis. Não haverá optimização enquanto a responsabilidade não estiver claramente assumida. E não haverá confiança no sistema enquanto persistirem práticas de roubo e corrupção na cadeia de abastecimento”, afirmou.

Sob o lema “Logística Farmacêutica: inovando e optimizando processos para melhorar a disponibilidade e o acesso aos medicamentos e produtos de saúde de qualidade até à última milha”, o encontro reuniu gestores e técnicos do sector para discutir soluções destinadas a melhorar o desempenho da cadeia de abastecimento.

Para Ussene Isse, a cadeia de abastecimento não falha por ausência de normas, mas sim pela falta de responsabilização nos diferentes níveis do sistema, desde o nível central até às unidades sanitárias. “Quem gere, responde. Quem decide, responde. Quem executa, responde. Porque, no fim, quem paga o preço não é o sistema, é o cidadão”, declarou.

Entre os temas debatidos no encontro constam o balanço das recomendações do conselho anterior, o diagnóstico da cadeia logística, a experiência das províncias de Sofala e Manica, a integração dos sistemas de qualidade e informação, a logística de vacinas, reagentes e doações, bem como a implementação de sistemas de rastreio de medicamentos.

Parafraseando Daniel Chapo, o governante disse que o momento exige liderança orientada para resultados, disciplina, transparência e coragem para corrigir falhas e responsabilizar os infractores. “A logística farmacêutica é uma linha invisível que liga decisões administrativas à vida humana. Quando essa linha falha, alguém sofre. Quando funciona, salvamos vidas”, enfatizou.

O governante defendeu ainda a adopção de medidas concretas para reduzir desperdícios, reforçar mecanismos de responsabilização, combater o roubo e a corrupção e aumentar a eficiência e transparência no sistema nacional de saúde.

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