O BCI reafirmou o seu compromisso com a inclusão social e a promoção da dignidade das pessoas com deficiência visual, ao associar-se, nesta Quinta-feira (15), às celebrações do Dia Internacional da Bengala Branca, realizadas no distrito de Marracuene, província de Maputo. A iniciativa, promovida pela Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO), reuniu representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil, parceiros e associados, num momento de reflexão, sensibilização e apelo à igualdade de oportunidades.
Sob o lema “Garantir mobilidade independente e segura é promover inclusão comunitária e combater a pobreza”, as comemorações destacaram a importância da bengala branca enquanto instrumento de orientação e mobilidade, mas também como símbolo de autonomia, independência e participação activa das pessoas com deficiência visual.
Associando-se à iniciativa, o BCI ofereceu camisetas brancas à ACAMO e proporcionou um momento de confraternização aos seus associados, num gesto que reforça a proximidade do Banco com as comunidades e a sua aposta em acções de responsabilidade social com impacto na vida das pessoas.
Em representação do BCI, a Directora Comercial Regional, Suzana Macovela, destacou o significado humano da iniciativa, sublinhando que a presença do Banco traduz uma relação de confiança e solidariedade construída ao longo dos anos. Recordou, a propósito, os apoios concedidos à ACAMO, através da oferta de bengalas brancas, e com a doação de bengalas, materiais para escrita em braille e exemplares do livro “Sabes o que eu vejo?”.“São gestos que traduzem a nossa convicção de que apoiar é também agregar valor à vida das pessoas”, afirmou. A responsável enquadrou ainda esta intervenção nas comemorações dos 30 anos do BCI, assinalando três décadas de presença junto dos moçambicanos e de compromisso com o desenvolvimento económico e social do País.
Por sua vez, o Presidente do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), Zeca Chaúque, salientou que a autonomia das pessoas com deficiência visual exige igualmente a eliminação de barreiras físicas, sociais e institucionais. Defendeu a necessidade de transportes acessíveis, passeios seguros, informação em formatos adequados e igualdade de oportunidades na educação, formação profissional e emprego, apelando a uma maior intervenção das instituições públicas, do sector privado e da sociedade.
Na ocasião, a Delegada da ACAMO para a cidade de Maputo, Emília Chissico, convidou os participantes a reflectirem sobre o significado da bengala branca e sobre a responsabilidade colectiva na promoção dos direitos das pessoas com deficiência visual. Também a representante do Município de Marracuene, Ivete Honwana, destacou a importância da solidariedade, da acessibilidade e da participação plena de todos na vida comunitária.
As celebrações constituíram, assim, uma oportunidade para renovar compromissos e fortalecer a consciência colectiva em torno da inclusão, reafirmando a importância de transformar a solidariedade em acções concretas.





