Director: Marcelo Mosse

Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

16 de September, 2026

ULANDA celebra a arte Makonde e BCI reafirma compromisso com a cultura

Escrito por

A madeira ganha voz, guarda memórias e conta histórias de um povo. É este o convite de “ULANDA: A Estética do Viver Makonde”, exposição de escultura dos mestres Miguel Valingue e Lamizosi Mudunguo, patente desde 11 de Setembro, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo.

Com curadoria de Otilja Aquino, a mostra reúne obras de diferentes momentos do percurso dos dois escultores, num itinerário pelas formas, símbolos e valores da identidade Makonde. Mais do que contemplar a peça, ULANDA convida a descobrir o que nela vive: a história, a espiritualidade, a memória e a beleza de um saber transmitido entre gerações.

O BCI, parceiro da iniciativa, esteve representado na cerimónia de abertura pelo Administrador Raúl Almeida, que destacou a mestria dos artistas e a importância da preservação e valorização de uma das mais marcantes expressões culturais de Moçambique. Para o Administrador, associar o Banco a uma exposição desta natureza traduz um compromisso que acompanha a própria história da instituição: reconhecer na cultura um espaço de afirmação da identidade, de transmissão da memória e de criação de valor.

Raúl Almeida destacou igualmente a parceria entre o BCI e o Camões – Centro Cultural Português, uma relação que ganha nova dinâmica e reforça o intercâmbio entre as duas instituições, juntando esforços, espaços e públicos em torno da promoção das artes, da literatura e dos seus criadores. A parceria prevê, entre outras vertentes, a presença do Banco em iniciativas culturais promovidas pelo Camões e a realização de actividades conjuntas nos espaços do BCI.

A abertura de ULANDA transformou-se, ela própria, num encontro de culturas e afectos. Renomados artistas, representantes do meio cultural, governantes, convidados e amantes da arte partilharam o mesmo espaço, numa noite marcada pela celebração da criação artística. Entre os momentos altos esteve a vibrante actuação do músico Stewart Sukuma, que acrescentou música, movimento e emoção a uma cerimónia vivida entre aplausos, sorrisos e abraços.

Presente no evento, o Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, destacou o valor e o simbolismo da arte, bem como a sua capacidade de aproximar povos e culturas.

No ano em que celebra 30 anos, o BCI encontra nesta exposição também um reflexo do caminho que tem vindo a percorrer. Ao longo de três décadas, o Banco tem apoiado as artes, a literatura, os escritores e os artistas, abrindo espaços e associando-se a iniciativas que contribuem para valorizar a criação e preservar a memória cultural moçambicana.

A mostra estará patente no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, até 10 de Outubro.

Visited 15 times, 15 visit(s) today

Sir Motors

Ler 16 vezes