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8 de September, 2026

“Privilégios” dos antigos combatentes chegam ao sector agrícola

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Quando cresce o descontentamento social com o alegado favorecimento aos Veteranos da Luta de Libertação Nacional, descendentes e seus familiares, o Governo vai, a partir deste ano, alargar a lista de benefícios dados a este selecto grupo social, constituído por membros do partido Frelimo.

Segundo o Chefe de Estado, a partir deste ano, 10% dos projectos do sector da agricultura serão reservados aos Veteranos da Luta de Libertação Nacional, em todo o país. A medida foi anunciada ontem por Daniel Chapo, durante as celebrações do 07 de Setembro, Dia da Vitória.

“Queremos que aqueles que ajudaram a libertar a terra e os homens também participem no seu desenvolvimento sustentável, nesta marcha rumo à independência económica e continuaremos a criar melhores condições para que os combatentes continuem a participar do processo de desenvolvimento”, afirmou.

O Presidente da República diz que o Governo continuará a dedicar “uma atenção especial que tanto merecem” os antigos combatentes como “nosso reconhecimento pelo seu papel na libertação do nosso povo”.

Refira-se que actualmente os antigos combatentes, descendentes e seus familiares têm sido abrangidos por diversos privilégios, na sua maioria suportados pelos bolsos dos cidadãos. Têm direito a uma pensão mensal paga pelo Estado; acesso melhorado a serviços de saúde e medicamentos para eles e respectivos familiares; e programas específicos de construção e reabilitação de habitações, direccionados principalmente aos combatentes com deficiência profunda.

O grupo recebe, igualmente, bolsas de estudo para o ensino superior e cursos de formação técnico-profissional para seus descendentes; desconto de 75% no valor das tarifas em voos da empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique para antigos combatentes e desconto de 50% para seus familiares directos.

Em meados de 2022, o Governo de Filipe Nyusi chegou a ordenar que os filhos de antigos combatentes tivessem prioridade no acesso à Função Pública, uma medida prontamente reprovada pela sociedade, que a considerou ilegal e contrária para a reconciliação e criação de um bem-estar social.

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