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Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

5 de September, 2026

Custo dos “stands” do MTL na FACIM 2026 deveu-se ao seu inovador modelo integrado

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Diferentemente do estilo habitual da exposição dos feirantes na principal mostra anual de negócios de Moçambique, a FACIM (uma abreviatura do quase desusado nome Feira Agro-Comercial e Industrial de Maputo), o pavilhão do Ministério dos Transportes e Logística (MTL) ofereceu aos expositores do sector um “modelo integrado” de exibição, assegurando uma “apresentação comum, coerente e articulada entre os diferentes modos de transporte, instituições tuteladas, empresas e projectos”.

Eis a explicação de fonte autorizada do Ministério liderado por João Matlombe, a propósito de um alegado “encarecimento corruptivo” do preço dos “stands” do pavilhão em causa, diferentes do preço dos “stands” básicos “oferecidos” aos expositores pela APIEX (a Agência de Promoção de Investimentos e Exportações de Moçambique).

Na semana passada, o semanário “Evidências” levantou questões sobre a diferença entre os dois preços dos “stands”, nesta nova encarnação de “stand” modelar do MTL. E fez uma comparação, considerada de precipitada, concluindo que o MTL estava “a cobrar valores 12 vezes maiores que o preço por ‘stand’ cobrado pela APIEX”.

Este facto causou certa indignação nalgumas “boardrooms” de Maputo e não só, e em alguns círculos da opinião pública. Alertado por essa colocação, “Carta” fez o básico exercício do contraditório.

E apuramos que o racional da diferença dos dois preços na mesma feira assentava no novo “modelo integrado” de exposição, que o MTL decidiu implementar de forma inovadora, proporcionando aos visitantes “uma leitura clara do papel dos Transportes e Logística no desenvolvimento económico do país e na consolidação do Sistema Logístico Nacional.”

De acordo com o MTL, “o modelo adoptado incorporou igualmente um factor de inovação, através da combinação de soluções criativas, comunicação institucional, organização espacial, apresentação multimédia e serviços integrados”.

Processo de Procurement

O jornal em referência alegava que “entidades tuteladas pelo ministério pagaram até 2,57 milhões de meticais por ‘stand’” e que “documentos levantavam dúvidas sobre o papel do MTL e a relação com a Chitara Sound”, uma provedora de serviços contratada para elaborar o “design” e fornecer o material e equipamento relacionado com o novo modelo e sua montagem, alegadamente contratada sem concurso público.

“Carta” apurou que o modelo de procurement consistiu na solicitação de propostas a empresas com experiência nas áreas de comunicação, produção de eventos e montagem de pavilhões, para a concepção, produção, montagem, gestão operacional e desmontagem do Pavilhão Integrado do Sector dos Transportes e Logística.

E a proposta apresentada pela Top of Mind, em consórcio com a Chitara Produções, foi seleccionada “por responder de forma mais completa ao conceito definido”.

Na avaliação realizada, o consórcio obteve mais pontos, classificando-se em primeiro lugar, com um valor global inicialmente apresentado de 44.827.125 MT, IVA incluído.

A avaliação, disse fonte do MTL, considerou a qualidade técnica, o conceito criativo e inovação, metodologia e plano de implementação, experiência e capacidade da equipa, cronograma e proposta financeira/relação custo-benefício.

A proposta vencedora contemplou, entre outros componentes, “a concepção, produção, montagem, uniformização visual, gestão, comunicação e apoio à implementação do pavilhão sectorial.”

Após a avaliação preliminar e técnica, as propostas consideradas completas e elegíveis para avaliação subsequente foram as da Top of Mind / Chitara Produções e EJ Comunicações / 7º Nível.

Comparar preços do Stand é como comparar alhos com bugalhos

Fonte do MTL rejeita uma comparação liminar entre o preço dos “Stands” que a APIEX cobrou na presente edição da FACIM 2026 que termina neste fim-de-semana e o preço do “Stands” cobrado pela instituição. Seria como estar a comparar alhos com bugalhos, asseverou.

Porquê?

Porque a APIEX estabelece custos de referência para a disponibilização de “stands” modulares, os quais correspondem a uma modalidade específica de ocupação de espaço e não abrangem necessariamente a totalidade dos serviços integrados, soluções criativas, produção, comunicação, gestão e inovação incluídos num pavilhão sectorial concebido como uma experiência única.

“A comparação directa entre o preço de um “stand” modular da APIEX e o custo global de uma solução integrada pode induzir em erro, por se tratar de modelos, dimensões e serviços diferentes”, asseverou a fonte, realçando que as instituições participantes eram livres de avançar com os seus próprios provedores.

“Cada entidade podia seleccionar, contratar e negociar directamente os serviços necessários para a construção e organização do seu espaço, desde que respeitasse a coerência geral da narrativa e da identidade sectorial”.

Ou seja, rematou a fonte, o papel do MTL centrou-se na coordenação, orientação e apoio à narrativa comum de exposição do sector, sem retirar às empresas e instituições a liberdade de escolherem as soluções e os provedores mais adequados às suas necessidades, de modo. Algumas entidades assumiram directamente determinados encargos, enquanto outras optaram por soluções próprias ou negociar separadamente os componentes da apresentação”.

Ninguém foi obrigado a pagar nada, concluiu a fonte, avaliando com sucesso a opção por esta abordagem, que poderá ser replicada mimeticamente por outras entidades em futuras exposições.

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