O Governo avaliou, na última terça-feira, o estado do ensino superior no país, com destaque para a qualidade do ensino, as infra-estruturas e a empregabilidade dos graduados, com o objectivo único de definir medidas capazes de responder aos principais desafios do sector. A avaliação ocorreu durante a 20ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros.
Segundo o Porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, entre as preocupações identificadas está a dificuldade de integração dos jovens graduados no mercado de trabalho. A situação, diz Impissa, exige a definição de políticas e estratégias que permitam orientar os graduados e aproximar a formação superior das necessidades do mercado de trabalho.
Outro aspecto destacado está relacionado com a distribuição das instituições de ensino superior pelas diferentes áreas de formação. Impissa afirma que dados disponíveis indicam que cerca de 71% das instituições de ensino superior concentram sua formação na área das Ciências Sociais, contra perto de 29% que estão focadas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Perante este cenário, o Governo considera necessário dar um novo impulso à formação nas áreas Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática e promover cursos que tenham em conta as potencialidades e necessidades do país. A aposta, diz o Executivo, deverá permitir que os estudantes adquiram competências mais ajustadas às oportunidades existentes no mercado nacional, contribuindo para uma maior integração profissional após a conclusão da formação.
O Governo pretende igualmente que os futuros projectos e políticas para o ensino superior valorizem as potencialidades nacionais, de modo a garantir que a formação contribua para o desenvolvimento económico e para o aproveitamento dos recursos disponíveis no país.
Porém, esclarece o Executivo, ainda não foram apresentadas propostas concretas para a reforma ou melhoria do ensino superior. Apenas foram apresentados um levantamento e um diagnóstico do actual quadro do ensino superior. O sector deverá continuar a trabalhar com as diferentes entidades do ensino superior para identificar alternativas capazes de melhorar a situação actual, sendo que a prioridade será encontrar soluções que permitam melhorar o aproveitamento dos graduados e reforçar a sua integração no mercado de trabalho, contribuindo, simultaneamente, para o desenvolvimento do país.




