O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) continua empenhado em sensibilizar os cidadãos sobre o tráfico de pessoas e a importância da emissão do passaporte, o único documento que habilita as pessoas a viajarem de uma nação para a outra. Depois do distrito de Boane, nesta terça-feira, a Direcção Provincial de Migração de Maputo realizou uma campanha de sensibilização no Mercado Municipal da Vila de Marracuene, província de Maputo. A acção insere-se nas comemorações do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, que se assinala no próximo dia 30 de Julho.
Durante a actividade, que contou com a participação de mais de cinco dezenas de cidadãos, o Chefe do Departamento Provincial de Operações Migratórias, Ivan Cossa, reiterou o papel central do SENAMI na prevenção, detecção, investigação e protecção das vítimas do tráfico de pessoas. O dirigente apelou às crianças e aos encarregados de educação para que não confiassem em desconhecidos que se aproximam com propostas “fáceis” e milagrosas, reforçando que os traficantes costumam explorar a condição social das famílias para capturar suas vítimas em machambas, obras, casas e outros locais.
A Chefe da Repartição de Relações Públicas divulgou, na ocasião, os procedimentos correctos para a tramitação do passaporte, alertando os cidadãos para evitarem intermediários e “gestores” que prometem agilizar o processo mediante pagamento, dirigirem-se unicamente aos balcões oficiais do SENAMI, terem atenção a falsas promessas de vistos de trabalho e bolsas de estudo vinculadas à emissão do passaporte.
Refira-se que o tráfico de pessoas é um crime grave, que se caracteriza pelo recrutamento através de promessas falsas de emprego, bolsas de estudo e melhores condições de vida, culminando na extração de órgãos humanos, exploração sexual e prostituição e trabalho forçado. O caso mais recente é de um grupo de 14 cidadãos moçambicanos que estava retido na República Centro Africana, vítima de um esquema de falsas promessas de emprego no sector mineiro. Seis deles já foram repatriados para Moçambique, enquanto oito trabalhadores permanecem no país aguardando apoio governamental para o regresso.




