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15 de July, 2026

CASP 2026: Chapo diz que continua empenhado em combater raptos pela melhoria do ambiente de negócios

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reiterou, esta terça-feira, que continua comprometido em combater males que prejudicam a economia nacional, com destaque para os raptos que, até à data da sua tomada de posse, criavam instabilidade, insegurança e, consequentemente, a falta de paz nas famílias moçambicanas, incluindo no empresariado nacional e estrangeiro.

No seu discurso de “entrada”, na última Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2025), Chapo disse que aquele que tentasse desafiar o Estado ia receber uma resposta à medida da provocação. Ontem, procedendo à abertura da XXI edição da CASP (2026), reiterou que continua comprometido em combater os raptos pela segurança e por uma melhoria do ambiente de negócios em Moçambique.

“Queremos reiterar, neste momento, mais uma vez, que esta continua a ser a nossa convicção, porque nós queremos um Moçambique livre de raptos, um Moçambique livre de crimes, um Moçambique em paz e segurança, de forma que o nosso sector privado possa fazer negócios num ambiente de paz e segurança. E este compromisso continua”, afirmou Chapo.

Perante empresários, investidores, parceiros de desenvolvimento, representantes da academia e da sociedade civil, o governante apresentou a visão de uma economia mais diversificada, defendendo investimentos em sectores como agricultura, indústria, turismo, economia azul, logística, digitalização e infra-estruturas, para reduzir a dependência da exploração de recursos naturais.

Ademais, afirmou que o país deve transformar internamente os seus recursos, criando cadeias de valor capazes de gerar mais emprego e rendimento para os moçambicanos. Sublinhou ainda que a competitividade depende da qualidade das políticas públicas, da previsibilidade jurídica, da estabilidade macroeconómica e da eficiência das instituições.

Neste contexto, apelou à clara separação entre as funções do Estado e do sector privado. Segundo Chapo, aquele que vai para o sector público tem que ter consciência que a sua tarefa é servir o povo moçambicano e aquele que está no sector privado tem que saber que a sua tarefa é transformar, produzir e competir.

“Não podemos ter pessoas que estão no sector privado e estão no sector público ao mesmo tempo. Ou alguém que está no sector público e está no sector privado ao mesmo tempo. Não podemos ter árbitros que são jogadores”, disse o Chefe de Estado.

Dirigindo-se ao empresariado, Chapo garantiu que o Governo continuará a ser parceiro do sector privado, esperando, em contrapartida, investimentos de longo prazo, valorização do conteúdo local, aposta na formação dos trabalhadores e maior inovação. Manifestou ainda confiança na capacidade dos empresários moçambicanos para transformar desafios em oportunidades e consolidar empresas mais competitivas. Por fim, lembrou o facto de Moçambique contar actualmente com cerca de 50 mil milhões de USD em investimentos na Bacia do Rovuma, envolvendo os projectos Coral Sul, Coral Norte, TotalEnergies e Exxon.

Contudo, alertou que esses investimentos, por si só, não transformarão o país, defendendo que os recursos provenientes da indústria extractiva devem financiar a diversificação económica.

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