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15 de May, 2026

Transporte interprovincial deverá aumentar entre 200 a 1.500 Meticais

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A Associação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (AMOTRANS) submeteu, esta semana, ao Governo, uma proposta de revisão das tarifas dos transportes interprovinciais de passageiros, prevendo aumentos que variam entre 200 e 1.500,00 Meticais, dependendo da distância e do destino. As tarifas deverão entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira, 18 de Maio.

A proposta surge uma semana após o aumento dos preços dos combustíveis, com destaque para o gasóleo, que subiu 36,37 Meticais (45%), fixando-se nos 116,25 Meticais. Entre as rotas de maior procura, no Sul do país, destaca-se o trajecto Maputo-Xai-Xai, cuja tarifa proposta passa a fixar-se em 700,00 Meticais, tal como o percurso Maputo-Chibuto. Por sua vez, a viagem de Maputo Mandlakaze sobe para 800,00 Meticais.

Já os destinos turísticos e económicos da província de Inhambane registam aumentos mais expressivos. A rota Maputo-Maxixe passa para 1.200,00 Meticais e o trajecto Inhambane-Maputo poderá atingir 1.500,00 Meticais. Viagens para Vilankulo e Inhassoro ficam fixadas em 2.000,00 Meticais e 2.100,00 Meticais, respectivamente.

Por sua vez, as viagens para o Centro e Norte do país apresentam os maiores agravamentos. De Maputo para Chimoio, a viagem poderá custar 3.300,00 Meticais, enquanto o percurso Maputo-Beira sobe para 3.500,00 Meticais. Para as cidades de Tete e Quelimane, as tarifas propostas situam-se nos 4.500 meticais.

No caso das capitais provinciais de Nampula, Lichinga e Nampula, os preços atingem níveis historicamente elevados. De Maputo a Nampula passa para 6.000,00 Meticais, enquanto de Maputo a Pemba, a viagem custa 7.000,00 Meticais. Para sair da cidade de Lichinga, no Niassa, para Maputo e vice-versa, o bilhete passa a custar 8.000,00 Meticais.

Comparativamente aos preços anteriormente praticados no mercado, várias rotas registam aumentos médios entre 20% e 40%. Os operadores justificam os reajustes com o aumento contínuo dos custos operacionais e alegam que muitas empresas enfrentam dificuldades para manter a regularidade das viagens e garantir condições mínimas de segurança e conforto aos passageiros.

Refira-se que, contrariamente ao transportes urbano de passageiros, os transportes interdistrital e interprovincial não dispõem de subsídio do Estado, pelo que o agravamento das tarifas é inevitável. A proposta poderá encarecer as viagens e pressionar os orçamentos familiares, numa conjuntura marcada pelo elevado custo de vida e redução do poder de compra das famílias.

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