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4 de May, 2026

CFM anuncia reabertura da Linha Férrea de Limpopo

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A empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) anunciou, na última sexta-feira (01), a reabertura da Linha Férrea do Limpopo, após três meses de interrupção devido a danos causados por fortes cheias e inundações observadas em Janeiro passado.

“A Direcção Executiva do CFM-Sul torna público que, após trabalho árduo de reposição (…), é retomada a circulação de comboios de passageiros e de mercadorias de Maputo a Chicualacuala, Zimbabwe, Botswana e vice-versa, bem como de Maputo a Xinavane e vice-versa”, lê-se num comunicado a que “Carta” teve acesso.

A empresa previa concluir as reparações até ao dia 17 de Março último, depois prorrogou-se para meados do mês de Abril. Entretanto, a reabertura só ocorreu em Maio. A linha opera com quatro comboios por dia, tendo gerado elevados prejuízos no transporte de mercadorias do Zimbabwe e de passageiros para Chicualacuala, na província de Gaza.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) dos CFM, Agostinho Langa, reportou, no passado dia 23 de Abril, 47 milhões de USD em prejuízos. O gestor disse que a empresa se viu obrigada a rever o orçamento e redireccionar a aplicação de alguns fundos para se concentrar na Linha de Limpopo.

“Até à semana passada, estimávamos um prejuízo global de cerca de 47 milhões de dólares americanos, dos quais 12,75 milhões de dólares correspondem a perdas por carga não transportada e 25 milhões de dólares referentes a custos de reparação e reposição de infra-estruturas e equipamentos. São valores significativos que poderão comprometer os resultados previstos para 2026, caso não adoptemos medidas eficazes”, lamentou Langa.

Além da Linha de Limpopo, a empresa prepara a segunda fase da Linha de Ressano Garcia. Para o efeito, está a concluir o concurso para a contratação de um consultor que irá elaborar o projecto. A empresa espera que, entre Junho ou Julho, tenha empreiteiro contratado para avançar. O projecto deverá durar cerca de dois anos.

Apesar dos desafios, a empresa que gere o tráfego ferroviário nacional continua a avançar com projectos estruturantes a aquisição de 250 vagões para transporte de minerais e aquisição de quatro locomotivas para o serviço de passageiros.

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