As obras de manutenção na Estrada Nacional Número 6 (EN6), no troço Beira–Machipanda, já arrancaram, com intervenções no terreno centradas, nesta fase, no melhoramento das condições do piso ao longo de segmentos considerados críticos.
A REVIMO indicou que os trabalhos em curso resultam de uma avaliação técnica recente das condições da via, permitindo identificar pontos onde a actuação imediata pode melhorar a circulação.
Segundo Vidigal Rodrigues, Director de Engenharia da REVIMO, a intervenção segue uma abordagem faseada. “Numa primeira fase, estamos focados no melhoramento do piso, de forma a recuperar condições de circulação em segmentos específicos. A partir daí, avançamos para intervenções mais profundas onde for necessário”, afirmou.
Com cerca de 287 quilómetros de extensão, a EN6 assegura a ligação entre o porto da Beira e a fronteira de Machipanda, integrando um corredor logístico de importância regional, utilizado para o transporte de mercadorias e circulação interprovincial de passageiros.
O funcionamento deste eixo está directamente associado à articulação entre o transporte rodoviário e a actividade portuária, sendo a regularidade da circulação um elemento relevante para a previsibilidade das operações logísticas ao longo do corredor.
A empresa indica que a definição das áreas de intervenção tem em conta factores como intensidade de tráfego, estado do pavimento e níveis de exigência operacional.
No terreno, os trabalhos incluem correcções localizadas e regularização da superfície de circulação, com equipas distribuídas ao longo de diferentes pontos do troço.
“A intervenção é feita de forma progressiva, começando por estabilizar as condições do piso e evoluindo para soluções mais estruturais onde se justifique”, referiu Vidigal Rodrigues.
A utilização intensiva da via, sobretudo por transporte de mercadorias, mantém o corredor em actividade permanente, exigindo ajustamento contínuo das frentes de trabalho.
Entre os utilizadores, a expectativa incide na melhoria gradual das condições de circulação ao longo do percurso.
“Quando conseguimos manter uma velocidade mais constante, a viagem torna-se mais previsível”, disse um operador de transporte ouvido no corredor.
A REVIMO indicou que a evolução das intervenções será acompanhada de forma contínua, com identificação de novos segmentos a intervencionar em função das condições da via e do comportamento do tráfego.





