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21 de April, 2026

Nampula: ex-trabalhadores do Município de Nampula exigem reintegração na edilidade

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Ex-trabalhadores despedidos em 2024 pelo actual edil da cidade de Nampula, Luís Guiquira, manifestaram-se na tarde desta segunda-feira (20), em frente às instalações do Tribunal Administrativo de Nampula, reivindicando a sua reintegração no quadro do pessoal da edilidade.

Os manifestantes afirmam que, após a sua suspensão, o edil de Nampula, Luís Guiquira, que acabava de tomar posse, alegou a existência de irregularidades administrativas durante a contratação de mais de mil trabalhadores suspensos, por isso, decidiram recorrer ao Tribunal Administrativo, no âmbito do contencioso administrativo.

“Estamos neste local para remeter um contencioso ao Tribunal Administrativo da província de Nampula, solicitando a nossa reintegração como funcionários do Conselho Municipal, porque fomos suspensos sem justa causa e sem prazo definido. Desde 2023 até agora, não recebemos qualquer explicação”, explicou Dário Gonçalves.

“Estamos a pedir a quem de direito que regularize a nossa situação. A informação que temos é de que não fomos expulsos, mas sim suspensos, e desde então não nos foi dito mais nada. Não sabemos que tipo de regularização o presidente está a fazer”, disse um dos trabalhadores suspensos.

Para estes ex-trabalhadores na sua maioria contratados pelo então edil Paulo Vahanle, da RENAMO, é estranho que, após a sua suspensão, o Conselho Municipal de Nampula tenha lançado concurso público no qual, alegadamente, não foram autorizados a participar.

“Quando o presidente do Município de Nampula assumiu funções, prometeu que não iria afastar ninguém que já estava no mandato do seu antecessor. Trabalhámos quatro meses e depois mandou-nos ficar em casa, sem qualquer aviso prévio. Quando exigimos explicações, não há clareza. Quando há concursos, somos informados que não devemos concorrer, mas, quando desobedecemos e submetemos os nossos documentos, nenhuma das pessoas suspensas é admitida”, alegou Jacinta Alberto, uma das manifestantes.

Entretanto, o juiz-presidente do Tribunal Administrativo de Nampula, Alexandre Machiça, falou com os trabalhadores após uma reunião com uma comissão representativa, afirmando que foram prestadas as informações necessárias e manifestando a abertura do tribunal para esclarecer quaisquer dúvidas.

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