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25 de March, 2026

Guerra no Médio Oriente: Governo reitera haver reservas de combustíveis até Maio próximo e sem alterações no preço

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O Governo voltou a avaliar, pela segunda vez em 15 dias, os impactos da guerra no Médio Oriente (opondo Irão e Israel), com destaque para a subida dos preços dos combustíveis devido às limitações do transporte do crude, em consequência do encerramento do Estreito de Ormuz.

À saída da VIIIª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Salim Valá, disse que, das quantidades existentes nos principais terminais oceânicos do país e das previsões do plano de reposição, assume-se que o stock de combustíveis está garantido até à chegada dos próximos navios previstos para o período de 26 a 30 de Março próximo.

A declaração chega duas semanas depois de o Executivo ter assegurado a disponibilidade de combustíveis e sem oscilação de preços até Maio próximo. “Neste momento, não há sinais de que possa haver algum agravamento no preço dos combustíveis, tendo em conta que existem algumas reservas”, assegurou novamente o também Ministro de Planificação e Desenvolvimento.

Todavia, o Executivo diz-se sensível aos impactos da guerra no Médio Oriente (que impacta no sector da energia), pelo que continua a acompanhar o conflito permanentemente. “O Governo está sensível aos impactos do conflito, está a acompanhar o desenrolar do processo e continua disponível para interagir com os operadores e todos os intervenientes que permitam mitigar os riscos e impactos negativos da guerra no Médio Oriente para a economia do nosso país”, afirmou Valá.

Em relação à notícia que dá conta que a Marinha Francesa interceptou, na sexta-feira, um petroleiro sob bandeira de Moçambique em operação contra ‘frota fantasma’ russa para contornar as sanções internacionais, o Governo diz que ainda não foi notificado sobre o assunto. “Mas, aguardamos se é algo que se relaciona com Moçambique e, no momento apropriado, o Governo, através de canais apropriados, vai transmitir aos moçambicanos o seu posicionamento perante a situação”, assegurou Valá.

O petroleiro “TMO Deyna” foi interceptado e desviado no Mar Mediterrâneo por suspeitas de integrar a ‘frota fantasma’ russa. O navio, um gigante de transporte de petróleo bruto com 249 metros de comprimento e que navegava sob a bandeira de Moçambique, foi forçado a mudar de rota em direcção ao porto de Marselha.

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