O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, confirmou, na segunda-feira (23), que a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) poderá mudar de nome, no âmbito do processo de reestruturação em curso, desde meados de 2025.
“Estamos a trabalhar no rebranding da própria entidade. Está-se, sim, a considerar a [mudança do nome Linhas Aéreas de Moçambique]. Faz parte de toda a estratégia de reestruturação. A configuração é muito mais profunda, inclui também a mudança daquilo que está mal para uma perspectiva nova da empresa”, disse Matlombe durante o programa “Cartas na mesa” da Rádio Moçambique (RM).
Entretanto, essa informação foi inicialmente negada pelo executivo, depois de ser espoletada pela imprensa.
A notícia de que a LAM estava a mudar discretamente de identidade para “Air Moçambique” foi divulgada pelo jornal “Evidências”, no dia 17 de Fevereiro, mas nesse mesmo dia, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, disse que o executivo não tinha informação sobre o assunto.
“A questão da possibilidade da mudança do nome da LAM nunca foi apresentada ao Conselho de Ministros, pelo menos, na condição de órgão, não sabemos ainda o que é que estará a acontecer. Mas se chegar isto a acontecer, hão-de nos informar, certamente, e o Governo vai se posicionar na devida altura. Então, ainda não temos elementos” disse Impissa, respondendo a perguntas de jornalistas após uma sessão do Conselho de Ministros.
Durante a entrevista na “Cartas na mesa”, o ministro dos Transportes e Logística não avançou o novo nome da companhia de bandeira, mas “Carta” apurou que a empresa está a mudar de LAM com mais de 45 anos para “Air Moçambique”.
Além do rebranding, Matlombe explicou que o Governo continua a trabalhar na reestruturação da LAM. Depois de acções levadas a cabo na primeira fase em 2025, o governante disse haver resultados.
“Na primeira fase, a principal prioridade era estabilizar as operações e ver se poderíamos fazer o saneamento financeiro. Encontramos uma empresa com uma dívida de cerca de 300 milhões de dólares americanos. Entretanto, até Agosto do ano passado, conseguimos que a empresa atingisse um balanço relativamente positivo, que as receitas cobrissem as despesas, mesmo num cenário de aluguer de aviões, como resultado das medidas de reestruturação que estamos a levar a cabo”, disse Matlombe.
O governante admitiu que o processo de reestruturação da LAM vai ser “muito difícil, delicado e complicado, porque é preciso quebrar uma série de práticas e normalizar a empresa. É um processo que ainda vai levar todo este ano”. Segundo o ministro, o maior objectivo do Governo é garantir que o povo tenha uma companhia aérea que orgulhe todos os moçambicanos, reduzindo os atrasos, cancelamentos e adiamentos de voos constantes.
“Tentar humanizar os serviços e respeitar o cidadão que é quem paga os salários dos funcionários da LAM. Além disso, estamos a trabalhar para ter aeronaves próprias. Adquirimos algumas no ano passado. Temos previsão de adquirir mais algumas aeronaves neste ano”, acrescentou Matlombe.





