Oito pessoas, incluindo dois pescadores, foram raptadas na sexta-feira (20), supostamente por um grupo de terroristas que, desde quinta-feira, circulava nas imediações das pequenas comunidades de Kitope e Anga, no distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.
No entanto, suspeita-se que as vítimas, todas do sexo masculino, tenham sido recrutadas pelos terroristas para ajudarem a retirar uma embarcação que se encontrava encalhada ao longo da costa, por um lado, ou para ajudar a carregar seus produtos, por outro lado.
Fontes locais disseram à “Carta” que, desde a aproximação do mês de jejum para os crentes da religião muçulmana, os terroristas têm intensificado os seus movimentos pelas ilhas de Mocímboa da Praia, dando como exemplo a sua presença recente na ilha Nhonge e na região de Makulo para aquisição de alimentos. Há duas semanas, um grupo de terroristas deslocou-se à aldeia de Anga à procura de alimentos, tendo obrigado a população a vender-lhes produtos alimentares.
Aliás, é pelo suposto bom comportamento dos insurgentes que as fontes acreditam que as vítimas poderão ser libertadas pelo grupo, visto que, nos últimos tempos, os terroristas não têm protagonizado actos de violência contra civis.
Refira-se que fora das incursões reportadas, que alegadamente não se traduzem em actos de violência, os residentes da vila de Mocímboa da Praia descrevem que a vida decorre com uma relativa normalmente, apesar de a autarquia ainda enfrentar desafios na prestação de serviços e de infra-estruturas em condições.





