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20 de February, 2026

Heineken pretende cortar até seis mil empregos, mas não se sabe se afectará Moçambique

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A cervejeira multinacional Heineken, com sede na cidade de Amesterdão, nos Países Baixos, anunciou, na última semana, que pretende despedir, nos próximos dois anos, até seis mil trabalhadores da sua massa laboral composta por 87 mil empregados em todo o mundo.

Do total dos trabalhadores, alguns estão em Moçambique onde, desde 2019, a empresa opera uma fábrica localizada no distrito de Marracuene, província de Maputo. Entretanto, ainda não se sabe se serão afectados.

A Heineken justifica o despedimento de 7% da massa laboral com a fraca procura de cerveja a nível internacional, facto que afecta os resultados da empresa. “Fazemos isso para fortalecer nossas operações e poder investir em crescimento”, disse o director financeiro da empresa Harold van den Broek, citado pela Reuters, numa teleconferência com a imprensa para anunciar os resultados anuais da empresa.

Segundo Broek, alguns dos cortes seriam direccionados ao mercado europeu ou a mercados não prioritários com menores perspectivas de crescimento e outros resultariam de iniciativas previamente anunciadas que visam a rede de fornecimento, a sede e as unidades de negócios regionais da Heineken.

Entretanto, nessa declaração, não está claro se Moçambique será afectado pela medida. Na semana finda, “Carta” pediu esclarecimentos à Heineken Moçambique sobre o assunto, no entanto, a agência Karingana, que faz a comunicação da multinacional, disse ainda aguardar a reação de Amesterdão.

Além da mão-de-obra, a segunda maior cervejeira internacional (depois da ABInBev, que gere a Cervejas de Moçambique), reduziu suas expectativas de crescimento de lucro para 2026 em comparação com o ano passado, devido à fraca demanda enfrentada pela cervejaria holandesa e suas concorrentes.

A Heineken prevê um crescimento mais lento dos lucros em 2026, entre 2% e 6%, em comparação com o crescimento de 4% a 8% projectado para 2025. Neste ano, o lucro operacional da Heineken situou-se em 4,4%, um pouco acima das expectativas.

Segundo a Reuters, além da fraca demanda, os fabricantes de bebidas alcoólicas também enfrentam ameaças de longo prazo, como o aumento dos alertas de saúde, a concorrência de alternativas e inovações disruptivas, como os medicamentos para perda de peso.

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