O ministro das Comunicações e Transformação Digital (MCTD), Américo Muchanga, afirmou na terça-feira (10) que Moçambique pretende construir um Estado digital com “rosto humano”, centrado no cidadão e orientado para a eficiência e segurança dos serviços públicos.
O governante falava na abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital, ocasião em que destacou a importância do envolvimento de todos os extractos sociais, para o sucesso da iniciativa. Segundo Muchanga, a academia, o sector privado e a sociedade, em geral, devem assumir um papel activo na implementação dos sistemas digitais.
“Quero convidar o sector privado a ser actor neste processo, porque é dessa forma que vamos construir o Estado que pretendemos: célere, seguro e com a qualidade que se espera”, apelou.
O ministro sublinhou que o processo de digitalização já está em curso, tendo sido lançadas plataformas de assinatura e certificação digital, entre outras iniciativas. Acrescentou que será promovido um concurso público para a implementação do sistema de identidade digital e que já foi iniciado o processo de expansão da infra-estrutura de telecomunicações para mais de 1.300 locais em todo o país.
“Há muitas outras iniciativas em curso. O importante é que todos participemos, assegurando qualidade na implementação, para que, em última instância, o cidadão beneficie da tecnologia”, frisou.
Por sua vez, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, considerou que a realização da conferência representa uma iniciativa de grande relevância estratégica para o futuro económico do país.
“Hoje já não se discute se a transformação digital é necessária. Trata-se de um imperativo nacional. A questão que se coloca é como digitalizar e para quem digitalizar”, afirmou Massingue.
O presidente da CTA avançou que digitalizar significa eliminar burocracias, reduzir custos e poupar tempo, condições essenciais para assegurar produtividade, competitividade e empregabilidade no sector empresarial.
O responsável defendeu que a transformação digital deve assentar em três pilares fundamentais: a redução dos custos de contexto, o aumento da eficiência económica e a digitalização dos serviços públicos e financeiros, eliminando redundâncias e promovendo a criação de emprego e a competitividade.
Do ponto de vista da CTA, a inclusão digital deve ir além da vertente tecnológica, abrangendo também dimensões económicas, territoriais e sociais.





