Continua a crescer o capital do Fundo Soberano de Moçambique, colocado no mercado pelo Banco de Moçambique, o gestor operacional da reserva nacional das receitas do gás natural da bacia do Rovuma.
De acordo com os dados do Banco Central, disponíveis em seu sítio na internet, até ao dia 10 de Fevereiro, última terça-feira, o Fundo Soberano de Moçambique tinha um valor de mercado de 116.824.608,26 USD, um crescimento de 6.852.062,51 USD em comparação com o capital de entrada, que foi de 109.972.545,75 USD, registado a 10 de Dezembro de 2025.
No entanto, comparando com o desempenho de há 29 dias, nota-se que o Fundo Soberano de Moçambique se valorizou em 342.796,83 USD. Lembre-se que, até ao dia 12 de Janeiro, o Fundo Soberano tinha um valor de mercado de 116.481.811,43 USD.
No seu reporte, o Banco de Moçambique continua a não avançar qualquer informação sobre os custos operacionais cobrados, até ao momento, pela gestão da carteira de investimentos do Fundo Soberano e muito menos transferências efectuadas ao Estado moçambicano neste período. Também não dá detalhes em que produtos financeiros o dinheiro do Fundo Soberano foi investido.
Contudo, nas Demonstrações Financeiras Individuais referentes ao Exercício findo a 31 de Dezembro, divulgadas no passado dia 30 de Janeiro, nas quais reporta um resultado líquido de 210.589,11 USD, em 2025, o Banco Central defende que o “lucro registado decorreu dos juros das aplicações em depósitos de muito curto prazo (overnight) efectuados em três contrapartes no estrangeiro”, nomeadamente, o Bred Banque Populaire, da França; o The Toronto – Dominon Bank, do Canadá; e o Sumitomo Mitsui Trust Bank, Ltd., do Japão.
O Banco de Moçambique explica, em seu sítio na internet, que a gestão da carteira do FSM segue uma abordagem conservadora e diversificada, baseada em índices de referência estratégicos que privilegiam instrumentos de baixo risco e elevada liquidez.
Defende que a gestão da carteira observa rigorosamente as restrições definidas na Política de Investimento do Fundo, nomeadamente: proibição de investimento em instrumentos emitidos por empresas moçambicanas, em moeda local, bens imóveis ou infra-estruturas situadas em Moçambique; restrição à participação em sociedades imobiliárias, de infra-estruturas ou fundos com foco principal em Moçambique; e proibição de operações que possam comprometer a estabilidade financeira nacional”.
Refira-se que o Banco de Moçambique é o gestor operacional do Fundo Soberano, estando encarregue da sua gestão diária e dos investimentos no mercado internacional, seguindo a política aprovada pelo Governo, que é o responsável pela gestão global.





