O antigo Presidente da República Joaquim Chissano afirmou, na terça-feira (03), que o Dia dos Heróis Moçambicanos deve ser um momento de celebração da vida e do legado deixado pelos líderes da luta de libertação nacional, com destaque para o falecido Presidente Samora Machel.
Falando na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, Chissano sublinhou que a data não homenageia apenas os heróis conhecidos, cujos restos mortais se encontram na cripta, mas também todos os cidadãos anónimos que participaram na luta de libertação nacional. “Todo o povo participou nessa luta, razão pela qual o 3 de Fevereiro foi escolhido como o Dia dos Heróis”, afirmou.
Segundo o antigo estadista, a efeméride é igualmente uma oportunidade para reconhecer os sacrifícios que continuam a ser feitos pelo povo moçambicano em prol do desenvolvimento do país.
Chissano destacou o papel da juventude e os avanços tecnológicos como sinais do progresso nacional, fruto do esforço colectivo de várias gerações.
Por sua vez, o antigo Presidente da República Filipe Nyusi defendeu a necessidade de se diversificar a partilha de experiências históricas, envolvendo diferentes regiões e gerações, de modo a enriquecer o conhecimento dos jovens sobre o passado e o presente do país.
Nyusi apontou o exemplo de um jovem anónimo que participou numa missão de resgate de religiosas da Igreja Católica, mantidas em cativeiro por grupos terroristas.
Apesar de ter sido imobilizado, o jovem conseguiu cumprir a missão, tornando-se um herói cujo testemunho, segundo o ex-Chefe do Estado, deve ser divulgado para inspirar outros jovens.
“O país precisa de ouvir mais histórias como estas, contadas por diferentes protagonistas, para que a mensagem chegue de forma mais completa às novas gerações”, referiu.
Filipe Nyusi destacou ainda o papel da comunicação social na divulgação da mensagem de unidade, trabalho e compromisso com o desenvolvimento nacional, considerando-a fundamental para alcançar todos os moçambicanos.
As celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos contaram com a presença de diversas personalidades, antigos estadistas e membros do Governo, que depositaram flores na Praça dos Heróis, na cidade de Maputo.





