O surto de cólera, que se regista em todo o país, matou 19 pessoas nos últimos três dias do mês de Janeiro, elevando para 55 o total de óbitos desde o início da actual vaga da doença. No dia 29 (quinta-feira), foram notificadas 12 mortes, sendo que no dia 30 (sexta-feira) foi anunciado um óbito e no dia 31 (sábado), foram comunicados seis óbitos.
De acordo com o Boletim Diário da Direcção Nacional de Saúde Pública, entre 3 de Setembro e 31 de Janeiro, a província de Tete concentrou o maior número de mortes, com 28 óbitos e 1.481 casos registados, seguida da província de Nampula, que apresenta o maior número de casos, num total de 1.621 casos notificados e 21 mortes.
Na província de Cabo Delgado, os casos também continuam a aumentar, com o registo de 566 infecções e seis óbitos. Só no dia 31 de Janeiro foram notificados 95 novos casos, 88 altas hospitalares e 84 doentes internados. Nesta data, as unidades sanitárias receberam ainda 43 novos pacientes.
Ainda em Cabo Delgado, as autoridades de saúde declararam um novo surto de cólera nos distritos de Mecúfi e Montepuez. Aliás, das seis mortes comunicadas no sábado, quatro ocorreram em Montepuez, enquanto as restantes tiveram lugar nos distritos de Changara (província de Tete) e Nacala-Porto (província de Nampula).
O cenário revela um aumento significativo da taxa de internamento, que é superior a 50% no período em análise, enquanto a taxa de letalidade actual situa-se em 1,5%. Desde a eclosão da doença, a 3 de Setembro de 2025, o país já contabilizou 3.725 casos.
Face à situação, o Ministério da Saúde vai realizar, de 4 a 8 de Fevereiro de 2026, uma campanha de vacinação preventiva contra a cólera. Nesta primeira fase, a campanha vai abranger pessoas com um ano de idade ou mais, nas províncias do Niassa (distrito de Lago), Cabo Delgado (Metuge e Pemba), Zambézia (Quelimane) e Sofala (Beira). A vacinação será gratuita e decorrerá nas unidades sanitárias e nas comunidades, através de brigadas móveis. (Carta)





