A fraude que levou à repetição dos exames de quatro disciplinas da 9.ª classe provocou um prejuízo financeiro de cerca de 40 milhões de Meticais ao Estado.
A informação foi avançada na quarta-feira (10) pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, durante a sessão de perguntas dos deputados na Assembleia da República.
De acordo com a governante, o caso configura o crime de revelação de informação científica classificada, associado à violação do sigilo profissional. O principal implicado é o director-adjunto da Escola Básica de Nagor, no distrito de Milange, província da Zambézia, que se encontra detido juntamente com outros colaboradores, para responder criminalmente pelos factos.
Questionada sobre a vulnerabilidade do transporte físico dos exames entre distritos, Tovela explicou que a prática decorre das limitações de conectividade no país.
“Cerca de 90% das escolas funcionam em áreas sem acesso ou com acesso muito reduzido à Internet, o que inviabiliza a implementação imediata de um sistema totalmente digital”, esclareceu.
MEC prevê introduzir variantes nos exames a partir de 2026
Com o objectivo de reduzir a vulnerabilidade do processo de avaliação, a ministra anunciou o reforço dos mecanismos de segurança aplicados aos exames nacionais.
Além da codificação dos enunciados, do lacramento dos envelopes e de procedimentos mais rígidos de controlo de acesso ao material, o Governo pretende introduzir variantes dos exames já em 2026, permitindo identificar a origem específica de cada enunciado. (M.A)





