O Chefe de Estado, Daniel Chapo, manifestou, esta terça-feira, o “mais profundo pesar” pela morte de Feliciano Salomão Gundana, combatente da Luta de Libertação Nacional e um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique – movimento de guerrilha que liderou a luta de libertação nacional –, ocorrido na manhã de hoje, em Maputo.
Em mensagem citada em comunicado de imprensa da Presidência da República, o Chefe do Estado considera Feliciano Gundana um “homem de coragem, de silêncio disciplinado e de convicções firmes, cuja jornada começou na génese da luta de libertação, e se prolongou por toda a construção da nação moçambicana”.
Segundo Daniel Chapo, Gundana “ajudou a moldar os destinos da pátria” não apenas na frente libertária, mas também na arquitectura do Estado soberano que emergiu em 1975, assumindo funções de Chefe dos Serviços de Inteligência Militar, e liderando, “com sentido patriótico”, as províncias de Inhambane, Nampula e Zambézia.
“Em reconhecimento pela sua «extraordinária dedicação e exemplo de patriotismo», o Estado moçambicano atribuiu-lhe, em vida, o título de Herói da República de Moçambique, honra reservada aos que entregaram a própria vida ao sonho da liberdade colectiva”, sublinha a nota da Presidência da República, citado a mensagem de Daniel Chapo.
“Hoje, Moçambique despede-se de uma consciência moral da Pátria, de um homem cuja vida foi uma lição de serviço público, uma escola de integridade e uma bênção de esperança para todos nós. Os que hoje caminham em paz nesta terra devem a sua tranquilidade a homens como Feliciano Gundana. O seu legado não desaparecerá: ficará gravado na memória da Nação, como luz que orienta e inspira o futuro”, defende o Chefe do Estado.
Feliciano Gundana, atribuído o título de herói nacional, em 2015, perdeu a vida esta manhã, em Maputo, vítima de doença. (Carta)





