Director: Marcelo Mosse

Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

3 de December, 2025

ANAMOLA solicita retirada da chave da Cidade de Maputo a Umaro Sissoco Embaló

Escrito por

O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) afirma que vai solicitar, à Assembleia Municipal da Cidade de Maputo, a retirada da chave da cidade ao ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, atribuída ao político no passado dia 20 de Junho de 2024, aquando da sua visita de Estado ao país. Embaló foi deposto no dia 26 de Novembro.

O facto foi anunciado na tarde desta terça-feira pelo porta-voz do partido, Dinis Tivane, em conferência de imprensa. Segundo Dinis Tivane, o pedido será submetido dentro de sete a 10 dias e espera haver “decência” por parte dos membros da Assembleia Municipal para corrigirem o erro cometido há 17 meses. Lembre-se que a chave foi entregue com a chancela da bancada da Frelimo, perante uma contestação generalizada da oposição e da sociedade civil.

Para o ANAMOLA, Umaro Sissoco Embaló não é digno de ser “cidadão de honra” de Maputo. Considera o político guineense como um violador da constituição, das leis, dos princípios éticos e dos direitos humanos. O partido liderado pelo ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, justifica o seu posicionamento com o facto de Embaló ter tomado posse como Chefe de Estado, em Fevereiro de 2020, à revelia do Supremo Tribunal de Justiça, que ainda julgava um contencioso eleitoral interposto pelo candidato Domingos Simões Pereira.

O ANAMOLA justifica ainda a sua posição com o facto de Embaló ter dissolvido o Parlamento guineense (facto ocorrido em Dezembro de 2023) por supostas “divergências persistentes” e por uma suposta tentativa golpe de Estado. Acrescenta ainda o facto de ter permanecido no poder ilegalmente por 10 meses. Refira-se que o mandato de Embaló terminou no dia 27 de Fevereiro de 2025, porém, só a 23 de Novembro é que decorreram as eleições para a sua substituição.

Para o ANAMOLA, Umaro Sissoco Embaló cresceu politicamente num cenário de golpes de Estado, tendo sido assessor de Nino Vieira (três vezes presidente da Guiné-Bissau, através do uso da força). “Umaro Sissoco Embalo é um indivíduo que é amplamente reconhecido a nível nacional e internacional como uma figura associada a práticas autoritárias, violação dos direitos humanos e a comportamentos incompatíveis com os valores democráticos”, defende Dinis Tivane, para quem durante o mandato de Umaro Sissoco Embaló registaram-se vários e graves episódios de instabilidade política e institucional, “incluindo alegações de simulação de golpes de Estado, tal como se verificou recentemente”.

Refira-se que Umaro Sissoco Embaló está no Congo após ter procurado inicialmente refúgio no Senegal. O golpe militar do dia 26 de Novembro suspendeu a divulgação dos resultados das Eleições Gerais de 23 de Novembro, cujo anúncio estava programado para o dia 27 de Novembro. (Carta)

 

Visited 200 times, 1 visit(s) today

Sir Motors

Ler 354 vezes