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20 de November, 2025

Presidente da República desafia UEM a formar criadores de emprego e não apenas candidatos ao mercado de trabalho

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O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) a reforçar o seu papel na formação de profissionais capazes de gerar emprego, para que não se limitem a procurar trabalho.

Chapo lançou o apelo na quarta-feira (19), durante a segunda cerimónia de graduação da instituição no ano académico de 2025.

Dirigindo-se aos graduados e ao corpo académico, o Chefe de Estado apresentou três grandes desafios que, segundo afirmou, devem orientar a acção da universidade para responder às necessidades do país.

O primeiro desafio consiste em garantir que a formação universitária esteja alinhada com as exigências reais do mercado de trabalho. “O tempo em que o diploma garantia automaticamente um emprego chegou ao fim”, afirmou.

Para o Presidente, a missão actual passa por formar “criadores de emprego e não apenas candidatos a emprego”, num contexto nacional onde milhares de jovens licenciados enfrentam dificuldades de inserção profissional.

O segundo desafio destacado por Chapo diz respeito à integração ética e inteligente da tecnologia na formação académica. O Presidente sublinhou a importância de aprender a conviver com a inteligência artificial “sem perder a inteligência humana”, apelando à UEM para que ensine os estudantes a utilizar estas ferramentas “para pensar melhor e com ética”, face às profundas mudanças tecnológicas e pedagógicas que estas implicam.

O terceiro desafio lançado à universidade centra-se na participação activa no Diálogo Nacional Inclusivo. O Presidente encorajou a UEM e todas as instituições de ensino superior a contribuírem com reflexões, propostas e análises escritas para o processo que envolve temas como a revisão da Constituição, reformas de governação e o reforço das instituições públicas e privadas.

“A UEM pode, querendo apresentar as suas contribuições à Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo”, enfatizou.

Recordando que o Presidente Samora Machel confiou à UEM, há cinquenta anos, a missão de formar os construtores da Nação moçambicana, Chapo reafirmou o papel estratégico da universidade no presente.

“Hoje, renovamos essa missão: formar os construtores da Independência Económica, artífices de um Moçambique que aprende, produz e próspera com o seu próprio saber”, afirmou.

O Chefe de Estado dirigiu ainda palavras de incentivo aos recém-graduados, considerando-os “o rosto da esperança do país” e exemplos de persistência e inteligência transformadora. Exortou-os a servir Moçambique com “competência, ética e humildade”, lembrando que o sucesso individual de cada um representa também uma vitória colectiva para a Nação.

A visão da UEM, expressa no seu Plano Estratégico 2018–2028, foi igualmente destacada, com enfoque na formação de cidadãos críticos e criativos, na produção de conhecimento relevante e na investigação ao serviço do desenvolvimento nacional.

A edição de 2025 regista a graduação de 1.789 quadros superiores licenciados, mestres e doutores dos quais 196 participaram nesta cerimónia. Do total, 56% são mulheres, um marco significativo no avanço da igualdade de género e da valorização do capital humano.

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