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27 de October, 2025

Saída da Lista Cinzenta é marco histórico para a credibilidade financeira e reputacional do país – CTA

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirma que a retirada de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) é uma decisão que representa “um marco histórico para a credibilidade financeira e reputacional do país”. A afirmação consta de um comunicado emitido pela CTA, após o anúncio, a 24 de Outubro, da retirada de Moçambique daquela lista.

Para a CTA, a retirada traduz o reconhecimento internacional dos progressos assinaláveis que Moçambique alcançou no reforço dos mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo, após um processo intenso de reformas implementadas entre 2022 e 2025.

Entre os principais impactos esperados, o sector privado destaca o reforço da credibilidade internacional e da imagem de Moçambique em fóruns multilaterais e rankings de transparência; a facilitação das transacções financeiras internacionais, através da melhoria das relações de correspondência bancária; redução dos custos de financiamento externo, com taxas de juro mais competitivas; maior atractividade para o investimento privado, particularmente nas áreas produtivas e de exportação e, estímulo à cooperação económica internacional e às parcerias público-privadas.

Num comunicado enviado à “Carta”, a CTA explica que a decisão do GAFI resulta de reformas estruturais levadas a cabo pelo Governo, em estreita coordenação com o sector privado e os parceiros internacionais, nomeadamente, o fortalecimento da supervisão financeira e da aplicação da legislação sobre branqueamento de capitais.

“Melhoria na coordenação interinstitucional, envolvendo o Banco de Moçambique, o Ministério da Justiça e outras entidades competentes; Implementação consistente das recomendações técnicas do GAFI emitidas desde 2022; engajamento activo do sector privado, através da adopção de práticas empresariais mais transparentes e conformes aos padrões internacionais”, lê-se no comunicado.

A CTA reconhece que, embora esta seja uma vitória colectiva, o GAFI recomendou que o país mantenha o ritmo de reformas, reforçando o mapeamento de riscos e a coordenação institucional. Neste sentido, a CTA reafirma o seu compromisso em continuar a colaborar com o Governo e os parceiros internacionais, garantindo que Moçambique consolide esta posição e transforme este reconhecimento em resultados tangíveis para o tecido empresarial e para a economia nacional.

Para o sector privado, esta conquista deve ser usada estrategicamente em iniciativas de branding nacional, promoção de parcerias económicas e atracção de investimentos, fortalecendo a confiança na economia moçambicana e o posicionamento do país como um destino seguro e competitivo para negócios.

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