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9 de October, 2025

Ministra da Educação pede paciência aos professores e garante pagamento gradual de horas extras

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A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, pediu paciência aos professores quanto ao pagamento das horas extras, assegurando que o processo está em andamento e que o Estado tem o compromisso de liquidar os valores devidos. O pedido foi feito esta quarta-feira, à margem da abertura do I Conselho Coordenador da instituição.

“Não é fácil pagar horas extras de três anos num só ano. Há um processo de organização. Entretanto, o pagamento de 2023 já começou e 2024 está a ser preparado. Mas, acima de tudo, pedimos aos professores sentido humano e responsabilidade, pois, são nossas crianças que não podem ficar sem aulas, sobretudo com os exames a aproximar-se”, afirmou a Ministra.

A governante explicou que os pagamentos serão feitos de forma gradual. “O Estado sempre pagou, pode demorar, mas sempre vai pagar. Já iniciou o pagamento aos alfabetizadores e os valores estão a ser processados nas províncias. Em breve teremos um balanço completo de quantos profissionais receberam os valores”, acrescentou.

Na mesma ocasião, a Ministra actualizou sobre a distribuição de livros escolares, indicando que os materiais já estão a chegar às províncias e que há um trabalho de levantamento dos armazéns distritais para garantir que os livros cheguem aos alunos. “Estamos a coordenar com as províncias, respeitando a época das chuvas, para definir a melhor altura de entrega. A impressão dos livros da quarta e quinta classe já começou”, concluiu, destacando ainda a importância de se conciliar a logística de distribuição dos livros com a continuidade das aulas e a preparação para os exames.

Lembre-se que a falta de pagamento de horas extras, um problema já com “barba branca”, condicionou a realização dos exames finais, na província e cidade de Maputo, com dezenas de professores a abandonarem as salas em repúdio às dívidas.

Aliás, em Março, a Ministra das Finanças, Carla Louveira, garantiu que o Governo já havia pago a dívida referente às horas extraordinárias de 2022, no sector da educação, uma informação prontamente recusada pelos professores. Na altura, a Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) disse que o Governo liderado por Daniel Chapo estava a contar mentiras.

“Actualmente, temos escolas paralisadas porque ainda não foram pagas as horas extras de 2022 aos professores. Um exemplo disso é no distrito do Alto-Molócuè, província da Zambézia, onde o Governo adoptou uma estratégia de pagamento selectivo. Em algumas escolas, para um universo de 30 professores, apenas 10 receberam as horas extras”, disse, na altura, Isac Marrengula, presidente da agremiação.

“Isso não corresponde à verdade. É uma mentira. Aliás, ao falar sobre esses pagamentos, o Governo nunca faz referência ao não pagamento das horas extras de 2021. Isso ocorre na província de Manica, onde cerca de nove distritos ainda não receberam o pagamento das horas extraordinárias de 2021”, explicou.

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