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18 de September, 2025

Empresário Amade Camal morreu de AVC na cidade do Porto e vai ser enterrado em Moçambique

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O empresário moçambicano Amade Camal morreu na manhã de hoje (18) no Hospital Eduardo Santos Silva, cidade do Porto, vítima de acidente vascular cerebral (AVC), disse à Carta de Moçambique fonte familiar.

A fonte avançou que Camal se sentiu mal por volta das 07h00 e foi levado para o referido hospital, onde veio a falecer. O corpo do empresário será transladado nos próximos dias para Maputo, onde vão decorrer as cerimónias fúnebres, avançou a aludida fonte familiar.

Com 71 anos de idade (nasceu em 1954), o malogrado era PCA do Grupo SIR, uma “holding” que operava no ramo automóvel, transportes semi-colectivos, metalomecânica e mobiliário.

Amade Camal foi catalisador de uma empresa familiar que cresceu durante o tempo colonial sob o nome Serrações Irmãos Roby, que depois adoptou a sigla SIR.

Daniel Chapo fala de legado notável

O Presidente da República, Daniel Chapo, destacou hoje a relevância do percurso de Amade Camal na vida pública, recordando o seu contributo como membro da Assembleia da República e o seu papel de referência como empresário e comentador.

“Amade Camal deixa um legado notável no nosso país, tendo exercido funções como Deputado da 1ª Legislatura da Assembleia da República e distinguindo-se igualmente como empresário e comentador em matérias de urbanismo, mobilidade urbana, infra-estruturas e finanças públicas, áreas às quais dedicou conhecimento, experiência e visão estratégica”, refere Chapo, numa mensagem sobre a morte de Camal.

O Chefe de Estado enalteceu a dimensão do contributo de Amade Camal, descrevendo-o como um testemunho de compromisso com o desenvolvimento nacional e com a busca de soluções para os desafios da sociedade.

A última batalha de Amade Camal

Para além da doença que o levou cedo para a morte em Portugal, o empresário moçambicano Amade Camal lutava barricado do lado bom da transição energética contra uma aberrante “gaffe” da Autoridade Tributária que, na última revisão da pauta aduaneira, colocou um enorme fardo tarifário sobre a importação de autocarros eléctricos, 40% sobre o preço de compra. Ele recebera a indicação de que a taxa seria estabelecida sob os preceitos da transição energética, baixando radicalmente como um cometimento pro-ambientalista do Governo. Nesse quesito no sector dos transportes, Camal estava na dianteira. Ele importou 40 autocarros eléctricos, que ainda não foram desalfandegados por causa dessa absurda barreira aduaneira, fruto de uma desatenção gravosa dos responsáveis da Autoridade Tributária, que mantiveram os poluentes autocarros a diesel pagando apenas 5%.

Camal morreu com essa preocupação na agenda, comprometido com a redução da poluição automóvel no grande Maputo. É esperado que o Governo mande rever esse absurdo e isso até seria uma grande homenagem a um homem que vivia no sangue os problemas da nossa economia, produzia, servia e empregava centenas de trabalhadores através do seu Grupo SIR (Serrações Irmãos Roby).

Que Allah lhe conceda eterno descanso.

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