O secretário-geral da Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO), Jeremias Timana, disse à Carta de Moçambique que o Governo “deve preparar um Plano B” em alternativa à saída da South32 da Mozal e não deve ceder ao que considera “chantagem e oportunismo da multinacional australiana”.
“Estive há uns dias, em Salvador da Baía, no Brasil, e uma empresa chinesa do sector automóvel entrou no lugar de uma multinacional automóvel dos EUA, por causa da chantagem do ‘tarifaço’. Ou seja, o Brasil encontrou outro caminho. Moçambique também deve encontrar outro caminho, se esses australianos [South32]’, não quiserem continuar e manterem a chantagem”, afirmou Timana.
Aquele líder sindical entende que os accionistas da Mozal e o executivo têm de encontrar uma solução que possa preservar os mais de 20 mil postos, directos e indirectos, sedundo ele, de trabalho que estão sob ameaça.
“Os trabalhadores, infelizmente, não estão a ser ouvidos, nem pelo Governo, nem pelos australianos [Sout34], parece que eles [os trabalhadores] não existem”, declarou Jeremias Timana.
Timana avançou que os accionistas da Mozal querem desinvestir na fundição, tendo alertado para o “oportunismo”.
“Sabem que o Governo de Daniel Chapo precisa de dinheiro e estão a ser oportunistas, mas ele não deve ceder nem deve admitir que a Mozal feche. Ele sabe lidar com isso, porque esteve em Palma e esteve em Inhambane, com Sasol. O que nós, como trabalhadores, queremos, é que ele salve, salve postos de trabalho”, frisou.
O secretário-geral da CONSILMO avisou para a dimensão humana do impasse com a Mozal, tendo em conta as milhares de famílias que vão ficar sem sustento com o fim da Mozal.





