A fábrica de “Xivotxongo” (bebida alcoólica) localizada na Matola-Rio, província de Maputo, suspendeu temporariamente a produção para reestruturação. A medida faz parte das recomendações do Presidente da República, Daniel Chapo, estando a fábrica à espera de uma decisão final das autoridades centrais.
“Temos trabalhadores que dependem desta fábrica para a sua sobrevivência. Não podemos encerrar. Estamos a acatar as recomendações deixadas pelo Presidente da República e aguardamos instruções para dar seguimento ao trabalho”, afirmou Joaquim dos Santos, representante da unidade fabril.
Segundo o responsável, os trabalhadores continuam nos seus postos, embora sem produção activa, enquanto a direcção estuda alternativas para ultrapassar a crise. “Este foi um assunto que nos apanhou de surpresa. Estamos a tentar reinventar-nos”, acrescentou.
Sobre a produção diária, a fonte referiu não dispor de dados exactos, explicando que a quantidade variava consoante a procura. “Não podemos simplesmente produzir sem ter para onde vender. O mercado está agressivo e o stock acumulado está aqui há algum tempo”, disse.
Fábrica pondera mudança de linha de produção para não encerrar
Joaquim dos Santos garantiu que a fábrica não pode encerrar definitivamente e que o foco passará para linhas de produção com teor alcoólico permitido. “O governo indicará o que podemos fabricar. Temos uma linha de garrafas maiores, cujo teor alcoólico não é prejudicial à saúde. Todas passam por análises laboratoriais antes da comercialização ”.
Entretanto, relativamente ao stock já produzido, classificado como prejudicial e alvo de proibição, a empresa aguarda a decisão oficial sobre o destino da bebida. “Não podemos agir contra as recomendações superiores. É evidente que haverá perdas, mas temos de cumprir a lei”, afirmou a fonte. (Carta)





