Onze mil e novecentos e oitenta deslocados do posto Administrativo de Chiure, distrito de Chiure, foram contabilizados até sábado (26), na sequência de um ataque perpetrado na quinta-feira (24) por um grupo de terroristas naquela região do extremo sul da província de Cabo Delgado.
O número foi apresentado este domingo (27) pelo Secretário Permanente do distrito de Chiúre, Fernando Ticho, durante a visita do governador provincial, Valige Tauabo, aos centros de acolhimento de Miconi e Namissir.
Na ocasião, as autoridades prometeram fornecer produtos alimentares de primeira necessidade para minimizar a fome entre os deslocados.
Entretanto, “Carta” apurou que os terroristas continuam a circular por alguns pontos do distrito de Chiúre. Além de Chiúre-Velho, onde permaneceram desde quinta-feira, populares relataram ter visto homens armados na tarde deste domingo, em aldeias do posto administrativo de Ocua.
Como consequência, muitas famílias abandonaram ontem as suas aldeias e refugiaram-se na sede do distrito de Chiúre.
Recorde-que, na quinta-feira, o posto administrativo de Chiúre-Velho, localizado a cerca de 30 quilómetros da sede distrital, foi alvo de um ataque terrorista, obrigando a fuga de milhares de pessoas.
Segundo relatos de testemunhas e das autoridades locais, os insurgentes incendiaram o Centro de Saúde, o posto da Polícia da República de Moçambique (PRM) e uma viatura da corporação.
Fonte de uma organização humanitária em Cabo Delgado disse que até esta sexta-feira haviam sido acolhidas no centro de Namissir, na vila de Chiúre, cerca de 5000 famílias, mas sem apoio humanitário, sobretudo alimentação e assistência médica.
O Estado Islâmico através da sua agência de informação Amaq News, além de reivindicar o ataque, através de um vídeo, informou que libertou um recluso que estava detido no posto policial de Chiúre-Velho.
Apesar da gravidade da situação, o administrador de Chiúre, Oliveira Amimo, assegurou que a situação já está sob controlo. (Carta)





