O navio que ficou vários dias perto da praia de Xai-Xai, província de Gaza, “abrigou-se do mau tempo, em rota” e já zarpou, encontrando-se nas águas sul-africanas, com destino ao Porto de La Valleta, Malta, disse à Carta fonte ligada ao sector portuário moçambicano.
“O navio não estava e nem está em perigo [distress]. Abrigou-se do mau tempo, em rota. O ponto em que o navio se encontra está fora da jurisdição do porto. O navio, por não se encontrar em distress, não solicitou abrigo no porto ou no fundeadouro, aliás está fundeado fora do mesmo”, explicou a fonte.
A embarcação, Yangze 8, encontra-se já a navegar em águas sob soberania sul-africana, com base em imagens retiradas por VTS (Vessel Traffic Service), ou Serviço de Tráfego de Embarcações, em português, acrescentou.
“O próximo porto de escala e destino, conforme, informação disponível, é o Porto de La Valletta, Malta”, indicando como data de chegada 14 de Agosto, adiantou a referida fonte.
O navio entrou nas águas sul-africanas em propulsão própria, sem qualquer ajuda e a teoria do distress que tem sido veiculada é uma mera conjectura e sem base nenhuma, avançou.
O referido barco enviou ao “port control”, em Moçambique, um email, a partir de uma posição que dista 55 milhas náuticas para norte do limite da Zona de Jurisdição Portuária de Maputo.
“O navio estava a cerca de 200 milhas náuticas de distância, quando mandou este email”, realçou a fonte.
Por outro lado, continuou, “a tese da corrupção ou tentativa de extorsão, à volta da presença do navio na praia de Xai-Xai, não tem fundamento e só se justifica pelo total nível de descrença a que o país chegou.
“Nem sequer há bases para isso”, enfatizou.
Ainda assim, estão a ser investigadas as circunstâncias à volta do caso, para um esclarecimento cabal e definitivo do assunto.





