A fraude fiscal é, neste momento, o crime com maior número de bens apreendidos pelas autoridades judiciais e sob administração do Gabinete de Gestão de Activos (GGA). Dados do GGA, consultados pela “Carta”, indicam que, do total de bens apreendidos pela justiça, 73,58% são provenientes da fraude fiscal. No total, foram apreendidos 1671 bens frutos de fraude fiscal.
De acordo com os dados divulgados no site do Gabinete de Gestão de Activos, o tráfico de drogas é o segundo crime mais “lucrativo”, contribuindo com 12,86% (292) do total de bens apreendidos pelas autoridades e sob administração do Governo.
Refira-se que, até Dezembro de 2024, o crime de tráfico de drogas é que contribuía com o maior número de bens apreendidos, aparecendo antes os crimes de corrupção e os seus crimes conexos; raptos; branqueamento de capitais; e pirataria.
Agora, a pirataria segue na terceira posição, com 153 bens apreendidos (6,74%), enquanto o combate à corrupção apenas produziu 120 bens, correspondentes a 5,28%. Dos raptos, as autoridades governamentais conseguiram recuperar e colocar à disposição do Governo 32 bens, que representam 1,41%.
No total, o Gabinete de Gestão de Activos, tutelado pelo Ministério das Finanças, diz estar a gerir 2.271 bens apreendidos do crime, correspondentes a 2.401,52 milhões de Meticais. As viaturas são os bens mais apreendidos, havendo 161 sob gestão daquela instituição, o que corresponde a 77,66 milhões de Meticais. Igualmente, estão sob gestão do Gabinete de Gestão de Activos 81 electrodomésticos, 80 imóveis, 30 máquinas pesadas e diversos bens, equivalentes a 79,74% dos bens apreendidos. (Carta)





