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24 de June, 2025

Chapo diz que Moçambique vai controlar “fonte de produção energética” com fim do contrato com ESKOM

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O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, disse na terça-feira (23) que o fim do contrato entre a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a empresa eléctrica estatal sul-africana ESKOM vai permitir que Moçambique passe a controlar “a fonte de produção de energia”, assinalando que o domínio daquela companhia energética moçambicana é prova de “emancipação plena”.
Chapo falava no discurso comemorativo do 50º aniversário da criação da HCB, numa cerimónia que decorreu na Vila do Songo, província de Tete.
“Moçambique passa a controlar a fonte de produção de energia com o fim do contrato com a ESKOM”, afirmou o chefe de Estado, referindo-se ao facto de a maioria de energia consumida em Moçambique ser transformada no território nacional, apesar de ter como fonte primária o território nacional, designadamente, a albufeira da HCB.
A HCB, prosseguiu, deve consolidar o seu papel de desenvolvimento energético de Moçambique e adoptar estratégias que permitam o contributo da empresa na transformação industrial e independência económica do país.
Para elucidar a crescente pujança da barragem, Daniel Chapo assinalou que a empresa registou um “lucro record em 2024”, ao encaixar ganhos superiores a 14 mil milhões de meticais, reforçando o seu quinhão para o Orçamento do Estado e na distribuição de dividendos pelos accionistas, incluindo particulares, na sequência da cotação na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), em 2019.
“Durante os seus 50 anos, a HCB tem sido um pilar do desenvolvimento nacional e regional, gerando energia limpa e acessível e gerando esperança para os moçambicanos. Trata-se de uma empresa que se destaca como principal produtora energética independente da África Austral”, enfatizou.
A albufeira, localizada no distrito de Cahora Bassa, prosseguiu o Presidente da República, é parte da estratégia de Moçambique tornar-se “hub regional no sector” – ou seja, principal polo de fornecimento.
“Os países da região mostraram precisar de energia limpa produzida na HCB para satisfazer as suas necessidades. Instamos a HCB a apostar na reabilitação e modernização do seu parque electroprodutor para sustentabilidade operacional da central”, enfatizou.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, avançou que a empresa prevê o aumento da sua capacidade de produção dos actuais 2.075 megawatts para 4.000 megawatts, depois de 2030.
Matola elogiou o contributo dos 1.400 trabalhadores da companhia, a comparticipação no erário público e em projectos de responsabilidade social.
Como prova do compromisso o bem-estar das comunidades, foi lançado na terça-feira o “Projecto Transformar”, que visa impulsionar o desenvolvimento sustentável e o impacto social no distrito de Cahora Bassa, através da promoção de práticas agrícolas, pecuária e avicultura.
Com a iniciativa, espera-se reduzir a vulnerabilidade das famílias, através da capacitação profissional e do acesso a oportunidade de rendimento.
Na fase embrionária de implantação, o “Projecto Transformar” vai empregar cerca de 700 pessoas locais, das 5.000 pessoas que serão abrangidas.
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