Reduzem os óbitos vítimas de malária, na cidade de Maputo. De acordo com os dados partilhados pela Direcção de Saúde da capital do país, no primeiro trimestre deste ano, apenas oito pessoas perderam a vida vítima desta doença, contra 30 óbitos de igual período do ano passado, o que equivale a uma redução de 73,3 por cento. Ainda neste período registou-se um total de 7.988 casos, contra 12.508 notificados no primeiro trimestre de 2018, representando uma redução de 36,1 por cento, relativamente ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Directora de Saúde da Cidade de Maputo, Sheila Lobo, que revelou os dados, esta quarta-feira (08), a redução deveu-se à realização massiva de campanhas de pulverização intra-domiciliária, distribuição de redes mosquiteiras nas consultas pré-natal, tratamento com fansidar em mulheres grávidas, durante o ano de 2018, em cinco distritos municipais, excepto KaTembe e KaNhaka.
Para o caso da cólera, a governante afirmou que a capital do país não registou nenhum caso, apesar de se ter registado um aumento de casos de diarreia em 0,5 por cento, que corresponde a 12.827 contra os 12.368 de igual período do ano passado. A maior parte destes casos são provenientes dos distritos de KaMubukwane, KaMavota, KaMaxaquene e KaNlhamakulo.
Parte dos bairros destes distritos municipais estão, neste momento, a receber purificador de água, denominado “Certeza”, para o tratamento daquele líquido vital. Nos terminais interprovinciais de transportes também está a ser feito o controlo dos passageiros provenientes das províncias que registaram casos de cólera, em particular da zona centro, de modo a se evitar a eclosão do surto desta doença, na cidade de Maputo.
No mesmo período, revela Lobo, foram realizadas campanhas de tratamento massivo de chistosomia e parasitoses intestinais, as quais tinham como alvo 365.270 pessoas e cobriram 103 por cento da meta prevista.
A fonte referiu que, no período em análise, registou-se um aumento em mais de 100 por cento de mulheres rastreadas para o cancro de útero, em que foi feito o rastreio de 13.407 mulheres, das quais 822 tiveram lesões sugestivas de cancro e 100 mulheres (das 822) apresentavam 75 por cento de lesões de cancro de útero.
Em relação à transmissão vertical do HIV-SIDA, a Directora de Saúde da capital do país explicou que, do universo de 1.512 crianças atendidas, 33 tiveram resultado positivo, o equivalente a 2 por cento.
No que tange aos serviços de adolescentes e jovens, registou-se um aumento em 37 por cento de consultas de contracepção e uma redução de jovens testados na consulta pré-natal com resultado positivo em 81 por cento.
Falando ainda sobre a saúde materno-infantil, Sheila Lobo afirmou que se verificou um índice de cumprimento de meta de crianças completamente vacinadas em 75 por cento. Para a nutrição, registou-se uma taxa de baixo peso à nascença de 5.4 por cento, enquanto no serviço de TARV (Tratamento Anti-Retroviral) existe, neste momento, 8.133 crianças em tratamento, que corresponde a 97 por cento e 8.306 adultos, equivalente a 100 por cento.
Ainda no primeiro trimestre deste ano, foram registados 30 partos fora da maternidade contra 190 do igual período do ano passado. (Marta Afonso)





