Cerca de 400 mil pessoas estão em situação de insegurança alimentar em 31 distritos do nosso país. Segundo o Primeiro-Ministro, que avançou estes dados, esta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a Sessão de Perguntas ao Governo, os afectados encontram-se em distritos localizados nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete e Nampula, em zonas ciclicamente abaladas pela seca ou estiagem.
De acordo com Carlos Agostinho Do Rosário, as famílias (no total 75 mil) estão a ser assistidas pelo Governo, através do INGD (Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres), havendo previsão de se fazer transferência de produtos agrícolas de zonas de maior produção para as regiões de fraca produção, durante a campanha de comercialização agrícola 2020/2021.
Durante o seu discurso, o governante assinalou que o Executivo está a promover e incentivar a prática da agricultura de conservação, produção em estufa, fomento de culturas tolerantes à seca e de animais de pequena espécie, com vista a melhorar os níveis de produção agrícolas e de segurança alimentar nas zonas áridas e semi-áridas.
“A par disso, temos vindo a investir na construção de sistemas de captação e abastecimento de água, tais como furos multifuncionais, reservatórios escavados e cisternas, o que está a permitir melhorar de forma gradual o abastecimento de água para o consumo humano, abeberamento do gado e prática da agricultura e pecuária”, enfatizou.
Refira-se que, até princípios do mês de Março, 35 pessoas haviam perdido a vida na província de Nampula, devido à fome. Aliás, havia relatos de pessoas que sobreviviam na base de capim, tubérculos e frutos silvestres. (Carta)





