A informação foi avançada pela conceituada revista americana Foreign Policy (FP), a 3 de Fevereiro. A FP dava conta de um crescente mal-estar entre os funcionários das várias missões da diplomacia americana em África, por causa do aumento vertiginoso da infecção por Covid 19 na região.
“Memorandos internos e e-mails enviados no final de janeiro e obtidos pela FP detalham como as missões da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no sul da África estão lutando contra um moral baixo e a falta de pessoal devido a doenças e que pelo menos três funcionários da USAID na região morreram de COVID-19 (NE: Um em Moçambique), bem como vários funcionários de organizações parceiras locais”, escreve a revista.
“Uma parte significativa do nosso dia de trabalho agora é gasta verificando os colegas doentes e fornecendo informações sobre sua situação de saúde ao nosso [escritório executivo] para compartilhar com a Embaixada”, lê-se num email, descrevendo a situação em Moçambique, onde houve pelo menos 38 casos confirmados de COVID-19, entre o pessoal da missão americana (uma missão inclui a Embaixada, a USAID e não só).
“Carta” perguntou à Embaixada Americana se confirma o número de 38 casos de infecção. A resposta veio-nos por escrito. Ei-la:
“Durante toda a pandemia da COVID-19, a Embaixada dos E.U.A. em Moçambique continua a dar prioridade à protecção e promoção da saúde e segurança da nossa força de trabalho. Devido a considerações de privacidade, não podemos partilhar informações de saúde específicas dos trabalhadores da Embaixada dos E.U.A.
A Embaixada dos E.U.A. leva a pandemia da COVID-19 muito a sério e estabeleceu uma parceria com o Governo de Moçambique para ajudar na sua resposta à COVID-19. Fornecemos mais de $20 milhões de dólares em assistência, incluindo uma doação de 50 ventiladores ao Ministério da Saúde, equipamento para trabalhadores da Saúde, material de laboratório, e formação. Também ajudámos a criar centros de atendimento telefónico e equipas de resposta, e trabalhámos com o Governo moçambicano para criar e disseminar mensagens de saúde pública sobre a prevenção da COVID-19”.(MM, Carta)