O Chefe de Estado moçambicano voltou a assinalar, esta segunda-feira, que Moçambique não regista novos casos de raptos desde o dia 07 de Outubro de 2025, quando foi raptado, na baixa da Cidade de Maputo, um empresário de nacionalidade portuguesa, que ficou em cativeiro por cinco meses: foi liberto em Março de 2026. O facto foi exaltado durante as comemorações do 07 de Setembro, Dia da Vitória.
“São 11 meses sem nenhum caso de rapto no país. Não tem sido fácil porque a indústria do rapto vem tentando, de diversas formas, engendrar acções criminosas contra cidadãos honestos, íntegros e trabalhadores. Apesar da persistência dos criminosos, nós não vamos recuar”, afirmou Chapo.
Segundo Daniel Francisco Chapo, o combate aos raptos e sequestros continua a constituir uma prioridade do Governo, apesar da ausência de novos casos. Para ele, a eliminação da insegurança é igualmente fundamental para garantir o crescimento económico e a atracção de investimentos. “Não podemos construir fábricas onde existe insegurança. Não podemos aumentar a produção onde existe medo. Não podemos atrair investimento onde não existe estabilidade”, sublinhou.
O Chefe do Governo acrescentou que a sua equipa de trabalho continuará a trabalhar para garantir condições de segurança para os cidadãos, empresas e investidores em todo o território nacional. “Queremos um Moçambique livre de raptos, livre do terrorismo, livre do branqueamento de capitais e livre do tráfico de drogas para que haja paz, harmonia e comunhão, para continuarmos a desenvolver o nosso país”, declarou.
Chapo defende ainda a necessidade de se manter a vigilância e o combate às organizações criminosas, tendo em conta a capacidade de adaptação das redes que actuam no país. A segurança, disse, está directamente ligada à criação de condições para o desenvolvimento económico e social, num contexto em que o Governo procura consolidar a paz, a estabilidade e a confiança dos cidadãos e investidores.





