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31 de August, 2026

Militares devem permanecer preparados para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas

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O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique, Daniel Chapo, incentivou os militares a permanecerem preparados para responder às crescentes e cada vez mais sofisticadas ameaças à segurança nacional.

Em discurso na cerimónia de encerramento do 31º Curso de Comandos na Escola de Treinamento de Forças Especiais em Nacala, na província de Nampula, Chapo argumentou que a prontidão militar não pode mais depender apenas de armamento e número de tropas.

“Novos cenários de conflito exigem uma combinação de equipamentos modernos, treinamento especializado, inteligência, logística, comunicações seguras, capacidade de tomada de decisão e domínio de novas tecnologias. Modernizar as Forças Armadas não significa apenas adquirir equipamentos, mas também treinar homens e mulheres com a capacidade necessária para operar esses equipamentos”, afirmou.

O Presidente destacou a natureza mutável dos conflitos contemporâneos, cada vez mais caracterizados pelo uso de drones, sistemas de vigilância, inteligência artificial, comunicações seguras e outras ferramentas tecnológicas.

Nesse contexto, considerou essencial que os Comandos estejam preparados para operar em ambientes caracterizados por situações difíceis, imprevisíveis e altamente complexas. “O treinamento deve continuar a ser baseado num rigoroso processo de selecção e preparação, envolvendo disciplina, resistência física, prontidão psicológica e a aquisição de habilidades técnicas para operações em campo”.

Dirigindo-se aos finalistas, Chapo enfatizou que o cargo de Comandante representa maiores responsabilidades e exige conduta baseada em valores como disciplina, coragem, prontidão, lealdade e compromisso com a pátria.

“Portanto, ajam com integridade, firmeza e tenacidade na defesa de Moçambique. Isso é inegociável. A Pátria não tem preço e a defesa da Pátria não pode ser delegada”, afirmou.

O Chefe de Estado também defendeu o aproveitamento da experiência acumulada pelas forças moçambicanas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, considerando-a um importante trunfo para melhorar a prontidão e a capacidade operacional das FDS.

“A defesa da Pátria exige não só homens armados, mas também tecnologia, logística, doutrina, inteligência, informação, liderança e capacidade de tomada de decisão em momentos difíceis”, declarou.

Segundo Chapo, “a situação de segurança em Cabo Delgado apresenta actualmente melhorias em comparação com períodos anteriores. No entanto, não há espaço para complacência ou relaxamento. Estejam sempre em alerta máximo. Não deixem que a rotina substitua a prontidão”.

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