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10 de August, 2026

África do Sul: Armindo Pacula condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de DJ Warras

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O moçambicano Armindo Joaquim Pacula foi condenado, na última sexta-feira (07), pelo Tribunal Supremo de Gauteng, em Joanesburgo, após se declarar culpado pelo assassinato do popular apresentador sul-africano de rádio e TV “DJ Warras” em troca de 25 mil Rands (cerca de 100 mil Meticais).

Pacula, de 25 anos de idade, também se declarou culpado de posse ilegal de arma de fogo, posse ilegal de munição e violação da Lei de Imigração. Warras, cujo nome verdadeiro era Warrick Stock, foi morto em 16 de Dezembro de 2025 no centro de Joanesburgo.

“O Tribunal condenou o homem a 25 anos de prisão por homicídio, oito anos de prisão por posse ilegal de arma de fogo, seis meses de prisão por posse ilegal de munição e 12 meses de prisão por violação da Lei de Imigração”, disse na sexta-feira (07) a porta-voz regional da Procuradoria Nacional, Magaboke Mohlatlole. No entanto, todas as sentenças serão cumpridas simultaneamente com a sentença de 25 anos por homicídio, o que significa que Pacula vai cumprir uma pena efectiva de 25 anos atrás das grades.

A Autoridade Nacional de Acusação (NPA, sigla em inglês) disse que Pacula foi condenado e sentenciado após um acordo de confissão e sentença, nos termos da Lei de Processo Penal, após consulta com a família da vítima. A NPA saudou a sentença afirmando que “a condenação e a sentença demonstram o compromisso inabalável da NPA em garantir justiça para as vítimas de crimes violentos e responsabilizar os perpetradores”.

As acusações decorrem do tiroteio fatal contra DJ Warras em 16 de Dezembro de 2025, do lado de fora do Edifício Zambesi, no centro de Joanesburgo. Nos termos do acordo de confissão e sentença, Pacula admitiu ter atirado e assassinado Stock em troca de 25.000 Rands.

A NPA disse que a acusação “obteve com sucesso a condenação de Pacula por meio do processo de confissão”, enquanto as investigações continuam a seguir os seus trâmites. Entretanto, o processo contra o seu co-réu, Victor Majola, permanece em andamento e foi adiado para 17 de Agosto para a conclusão da audiência preliminar. Acredita-se que Majola tenha planeado o assassinato, enquanto Pacula executou o disparo.

De acordo com o processo, os suspeitos teriam confrontado o apresentador de rádio e televisão antes de abrir fogo e fugir a pé do local. Os investigadores acreditam que o homicídio esteja ligado a uma disputa no complexo habitacional Zambezi Flats. A suposta disputa surgiu após a contratação da empresa de segurança de Stock para instalar um sistema de acesso biométrico no prédio.

A instalação ocorreu no meio de alegações de que certos indivíduos cobravam a renda ilegalmente dos inquilinos. Antes da morte, Stock teria recebido ameaças e obtido uma ordem de protecção contra cinco indivíduos.

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