O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou, esta segunda-feira, já estarem em curso, em diferentes pontos do país, as actividades de cartografia censitária no âmbito da preparação do V Recenseamento Geral da População e Habitação (Censo 2027), a principal operação estatística nacional.
A cartografia censitária constitui uma etapa fundamental que permite organizar o território nacional em áreas de enumeração, identificar habitações e preparar, de forma rigorosa, a realização do Censo, garantindo que todas as comunidades sejam devidamente abrangidas.
Em comunicado de imprensa, a autoridade estatística explica que a cartografia censitária decorre ao longo de um período aproximado de um ano, com início em Março de 2026, envolvendo um total de 161 distritos e cerca de 421 agentes cartográficos, distribuídos em diferentes fases de implementação. A operacionalização no terreno está a ser realizada de forma faseada, assegurando uma cobertura progressiva e organizada de todo o território nacional até ao início de 2027.
“No decurso desta fase, equipas técnicas do INE estão no terreno a realizar um levantamento estruturado, que inclui a recolha de informações básicas de preparação, nomeadamente, o número de membros do agregado familiar, o nome do chefe do agregado, bem como condições gerais relacionadas com o acesso à água, energia e comunicação. Estas informações têm carácter estritamente técnico e destinam-se a apoiar a planificação e a eficiência das operações censitárias subsequentes”, refere a fonte.
O INE sublinha que esta fase não corresponde ainda à realização do Censo propriamente dito, mas sim a um processo preparatório essencial para assegurar a qualidade, a cobertura e a fiabilidade dos dados que serão recolhidos em 2027.
“Todas as actividades estão a ser conduzidas por agentes devidamente identificados, portadores de credenciais oficiais, sendo recomendável que a população colabore, prestando as informações solicitadas e confirmando sempre a identificação dos técnicos no terreno”, refere a nota.
Tendo em conta o elevado interesse público associado ao Censo, o INE reafirma o seu compromisso com a transparência, a comunicação clara e a protecção da confidencialidade da informação recolhida, em conformidade com a legislação vigente e os princípios internacionais das estatísticas oficiais.
O Instituto apela à população para que privilegie sempre a informação proveniente de fontes oficiais e evite a disseminação de conteúdos não verificados, contribuindo assim para o bom decurso deste processo de interesse nacional.
O último Censo em Moçambique foi realizado em 2017 pelo INE, que indicou a existência de 27.9 milhões de habitantes, representando um aumento de 35,6% em relação a 2007. O relatório destacou uma população predominantemente jovem e rural com 66% das pessoas com menos de 30 anos. (Carta)





