Pelo menos 41 pessoas perderam a vida, no Hospital Central de Maputo, em 2025, devido à insuficiência renal. Os óbitos fazem parte de um total de 1.153 pacientes diagnosticados com doença renal crónica e aguda, submetidos a tratamento de hemodiálise, em 2025, na maior unidade sanitária do país.
De acordo com os dados do Hospital Central de Maputo (HCM), a procura pelos serviços de hemodiálise continua a aumentar, sendo que, actualmente, 76 pacientes encontram-se em lista de espera por tratamento, um número superior aos 46 anteriormente registados.
A situação levanta preocupações à direcção do HCM quanto à capacidade de resposta da unidade sanitária. Segundo a médica nefrologista e directora do Serviço de Hemodiálise do HCM, Elsa Chissico, o hospital enfrenta sérias limitações.
“No nosso serviço de hemodiálise temos limitações. Contamos com apenas 18 máquinas, número insuficiente para atender à demanda. Actualmente, temos cerca de 76 pacientes com direito à assistência médica em lista de espera, porque não temos como substituir um doente por outro. Não conseguimos responder na íntegra, mas continuamos a trabalhar com os meios disponíveis”, explicou.
A hemodiálise é um procedimento utilizado para substituir a função dos rins em pacientes com falência renal temporária ou definitiva, permitindo a filtragem do sangue através de uma máquina (dialisador), antes de este retornar ao organismo.
Apesar dos desafios, há sinais de avanço no sector. Recentemente, foi aprovada uma nova Lei do Sistema Nacional de Saúde, que estabelece o regime jurídico para a doação, colheita e transplante de órgãos, tecidos e células uma medida que poderá contribuir para melhorar o tratamento de pacientes com doenças renais no país.





