O Presidente da República, Daniel Chapo, visitou, na manhã desta sexta-feira, o Museu e as ruinas de Tipasa, uma antiga colónia romana (da então província de Mauritânia Cesariense), localizada ao longo do Mar Mediterrâneo, declarada património mundial da humanidade pela UNESCO, em 2022. A visita enquadra-se na deslocação que o Chefe de Estado efectua à Argélia desde a noite de quarta-feira e que termina este sábado.
Acompanhado por membros do Governo (ministros da Educação e Cultura, da Juventude e Desportos e da Defesa Nacional) e pelos Secretários de Estado da Indústria e Comércio, das Artes e Cultura e do Turismo, o Chefe de Estado percorreu, por mais de uma hora, as ruinas do pequeno e antigo posto comercial púnico (depois conquistado pelo Império Romano e transformado em uma colônia militar pelo imperador Cláudio) e obteve explicações sobre o significado histórico e cultural para o povo argelino.
No final, Chapo disse aos jornalistas que a visita tinha como objectivo a busca de experiência argelina para gestão do vasto património cultural do país. “É extremamente importante termos esta experiência para vermos como podemos, realmente, transformar essas zonas como um activo que possa gerar recursos financeiros para o país e preservamos, sobretudo, a nossa história”.
“Nós achamos que é preciso transportar esta experiência porque não só vale para a História, Arqueologia, mas também para o turismo. Tipaza é uma cidade cuja economia é feita de turismo e agricultura e as visitas a estes locais são muito importantes e esta experiência é para transportar para Moçambique”, defendeu.
Segundo o Presidente da República, os locais históricos e arqueológicos como do Parque Nacional de Maputo (declarado património mundial da humanidade, em Julho passado), da Ilha de Moçambique (declarado património mundial da humanidade em 1991) e de Manyikene, devem, por um lado, servir de activo financeiro do Estado e, por outro, contar a história do país e servir de escolas para a educação patriótica da juventude.
“Temos falado que precisamos ter uma educação cívico-patriótica por parte da nossa juventude, mas é importante também falarmos da nossa história, porque quem não tem o passado e nem o presente, não consegue projectar o futuro e, para nós, esta experiencia é bastante importante transportar para Moçambique e transformarmos o nosso património em activos importantes para a geração de renda para o país, através do turismo, e para a preservação da nossa história, explicou.
Refira-se que, no prosseguimento da sua visita à Argélia, o Presidente da República vai, ainda esta tarde, manter um encontro com a comunidade moçambicana residente naquele país do magreb, na sua maioria constituída por estudantes. (Carta, em Argélia)





